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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Formação»

PAP0352 - A Construção da Transnacionalização da Educação de Adultos no Contexto Comunitário Europeu – Impactos na Agenda Política Nacional para o Sector
Resumo de PAP0352 - A Construção da Transnacionalização da Educação de Adultos no Contexto Comunitário Europeu – Impactos na Agenda Política Nacional para o Sector PAP0352 - A Construção da Transnacionalização da Educação de Adultos no Contexto Comunitário Europeu – Impactos na Agenda Política Nacional para o Sector
PAP0352 - A Construção da Transnacionalização da Educação de Adultos no Contexto Comunitário Europeu – Impactos na Agenda Política Nacional para o Sector

Considera-se que as actuais dinâmicas de europeização das políticas públicas nacionais estão inscritas no processo histórico da construção europeia, impondo-se atender à relação entre a edificação deste bloco regional e a elaboração progressiva de um mandato europeu para a educação e formação de adultos. Teoricamente percepciona-se o campo educativo enquanto campo de transnacionalização, construído, como aponta Mendes, numa “dinâmica fluída e biunívoca de entrosamento e embaralhamento, entre as dinâmicas internacionais e as dinâmicas nacionais, não numa soma ou sobreposição de elementos justapostos, mas antes num processo de definição e redefinição constantes que conduz a tradutabilidades, a particularismos, a singularismos e a hibridismos” (Mendes, 2007: 4). Tomamos aqui o conceito de europeização como “um processo de articulação e interligação de referência muito estreita entre os sistemas políticos nacionais e o sistema político comunitário e entre as políticas e as prioridades nacionais e comunitárias” (Antunes, 2005: 463). Desta forma procura-se contextualizar o actual protagonismo da União Europeia, no âmbito da propagação do paradigma da aprendizagem ao longo da vida, num processo de europeização da educação que adquire hoje uma importância central para interpretar as diacríticas das novas instituições e processos educativos que emergem na realidade portuguesa actual do sector da educação e formação de adultos. O Texto enfatiza que o processo da transnacionalização da educação no contexto comunitário, tem vindo a decorrer numa sequência três fases principais. Num primeiro momento, de configuração da esfera política da educação, identificamos duas fases: uma que decorre entre 1971 e 1986, em que se dá a institucionalização da educação como área de cooperação e acção comunitárias; e outra, que decorre a dois tempos, entre 1986 e 1992 e depois acentuando-se entre 1992 e 1998/9, em que tem lugar a intervenção política comunitária no domínio da educação. No segundo momento assistimos, numa terceira fase que ainda decorre, à edificação da articulação sistemática de políticas e do espaço europeu de educação e formação, cuja emergência representa, a nosso ver, uma verdadeira viragem na elaboração de políticas públicas para o sector que, inovadoramente desde então, se inscrevem no âmbito de uma governação pluriescalar da educação (Barros, 2009) com lógicas diferentes para pontos diferentes do sistema da economia-mundo capitalista. Defende- se que no arranque do século XXI, as políticas nacionais de educação e formação de adultos aparecem imbricadas num novo contexto europeu de políticas coordenadas, configurando uma matriz de políticas pluriescalar cujas prioridades têm emanado, invariavelmente, da esfera económica.
  • BARROS, Rosanna CV de BARROS, Rosanna
Rosanna Barros é Professora Adjunta da Universidade do Algarve. É a Coordenadora da Área Científica de Educação Social desta Instituição. E é a Directora do Curso de Educação Social da ESEC (Regime Diurno e Pós-laboral). Étambém Membro da Comissão Coordenadora do Mestrado em Educação Social da ESEC. Tem experiência docente em diversas áreas das Ciências Sociais, com destaque para a Sociologia Crítica da Educação e as Políticas Públicas de Educação de Adultos.
Academicamente:
Rosanna Barros possui licenciatura em Antropologia Social e Cultural (1998). Mestrado em Sociologia do Desenvolvimento e da Transformação Social (2002, orientação de Boaventura de Sousa Santos) ambos pela Universidade de Coimbra. É pós-graduada em Direitos Humanos e Democratização pela Universidade de Coimbra (2000) e em Educação de Adultos e Desenvolvimento Comunitário pela Universidade de Sevilha (2003). É Doutora em Educação pela Universidade do Minho (2009, orientação de Licínio Lima).
Cientificamente:
Rosanna Barros tem em curso alguns projectos de investigação avançada, pertencendo ao CIEd (Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho) e ao CIEO (Centro de Investigação em Espaço e Organizações da Universidade do Algarve). Tem diversos Livros e Artigos publicados.

PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira.
Resumo de PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira. PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira.
PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira.

Resumo: A presente comunicação centra-se na problemática do reconhecimento e validação das aprendizagens experienciais dos adultos (RVAE) numa perspetiva educativa-formativa. Estas novas práticas pedagógicas, resultantes do Processo de Reconhecimento, Certificação e Validação de Competências (RVCC), decorrem num período de mudanças muito significativas na dinâmica global. É inevitável que as diversas correntes do saber se esforcem para dar respostas aos novos desafios da humanidade, num período de crise e, em simultâneo, de luta pelas novas oportunidades. Vivemos, assim, num terreno de tensões e contradições, onde as crises e reconfigurações que atravessamos hoje na sociedade portuguesa necessitam de reflexão e de apostas em investimentos pessoais e necessidade de novas qualificações académicas. Os novos enquadramentos legislativos integrados no paradigma de Educação/Formação ao Longo da Vida valorizam as aprendizagens informais e não-formais dos adultos, decorrentes dos seus percursos pessoais, sociais e profissionais. A presente investigação tem como principal objetivo a análise do sistema de ação que enforma (cf. no sentido da sociologia formal de Simmel) as práticas de adultos que, não tendo concluído a Escolaridade Básica Obrigatória (3º Ciclo do Ensino Básico), recorrem às ofertas de educação e formação de compensação, mais concretamente as propostas a nível do Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), nos Centros de Novas Oportunidades (CNOS= 5), na Região Autónoma da Madeira (R.A.M.) A referida investigação permite a identificação de dimensões de análise do nosso objeto de estudo e, ao mesmo tempo, faz emergir diversas pistas de investigação a desenvolver no futuro no campo da Educação e Formação de Adultos e a sua integração no Sistema Educativo. Palavras-Chave: Educação – Formação de Adultos; Sociedade; Novas Oportunidades; Processo de Reconhecimento Certificação e Validação de Competências.
  • PEREIRA, Maria Manuela Vieira Teixeira CV de PEREIRA, Maria Manuela Vieira Teixeira
Maria Manuela Vieira Teixeira Pereira

Afiliação institucional - Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Àrea de formação - Ciências da Educação
Interesses de investigação - Educação/Formação de Adultos (Processo de Reconhecimento, Certificação e Validação de Competências)

PAP0597 - Crianças e computador Magalhães: usos e contextos
Resumo de PAP0597 - Crianças e computador Magalhães: usos e contextos PAP0597 - Crianças e computador Magalhães: usos e contextos
PAP0597 - Crianças e computador Magalhães: usos e contextos

Propomo-nos apresentar resultados provenientes de uma pesquisa sociológica sobre os usos e efeitos, escolares e sociais, do computador Magalhães num agrupamento de escolas de Leiria. Centrar-nos-emos aqui nos seus usos por parte das crianças, em diversos contextos (casa, escola e outros espaços de sociabilidade), a partir do cruzamento do olhar de distintos atores sociais: as próprias crianças, pais e professores. Um dos desafios que se coloca na sociedade da informação refere-se às desigualdades e relações de poder que lhe estão subjacentes, fenómeno que tem assumido designações diferentes, como infoexclusão, divisão digital ou fosso digital. Genericamente, o que parece estar em causa é a clivagem entre dois grupos opostos: os que têm e os que não têm acesso às tecnologias de informação. Múltiplas investigações realizadas nos últimos anos têm vindo a mostrar os contornos destas clivagens noutros países (Cruz, 2008) e em Portugal (Cardoso et al., 2005), apontando estudos relativamente recentes para uma realidade crescentemente complexa e multifacetada. Assim, por um lado, Almeida et al. (2008) sugerem uma rápida disseminação no uso de computadores e da internet, com algum esbatimento das desigualdades sociais entre as crianças e jovens em idade escolar; por outro, Rodrigues e Mata (2003) notam que a utilização das TIC apresenta uma correlação mais forte com o nível de escolaridade do que com a idade, parecendo esbater, pois, o efeito geracional; paralelamente, dados recentes mostram que em Portugal o número de crianças que usa computadores tende a aumentar, mas diminui a vantagem que este grupo tinha sobre os adultos quanto ao uso da internet, estando, agora, quase a par (EU Kids on-line, 2011). A presente pesquisa visa encontrar respostas para um variado leque de questões, nomeadamente: quem usa o computador Magalhães? Quais os seus usos? Em que contextos? Quais os modos de regulação sobre os usos? Por parte de quem? Que efeitos, escolares e sociais, dos seus usos nos vários atores sociais e nas suas interações? Em particular, na sala de aula e na relação escola-família? Perante o problema e este conjunto de questões, a pesquisa assumiu uma natureza longitudinal (2009-2011), pelo que se optou por um design metodológico misto, com uma natureza extensiva (questionários a crianças, professores e famílias) e intensiva (etnografia de uma turma). O tratamento da informação incluiu procedimentos estatísticos com recurso ao SPSS e análise de conteúdo. Os dados apontam para a) uma adesão maciça ao computador Magalhães, mais notória nas famílias de meios desfavorecidos; e b) um uso regular deste portátil pelas crianças, em particular no espaço doméstico. Ele sobressai ainda como c) um computador pessoal para a criança; d) parcialmente, um computador familiar; e, e) um instrumento que permite respeitar os ritmos de aprendizagem, o que se revela particularmente significativo no contexto de sala de aula.
  •  SILVA, Pedro CV - Não disponível 
  •  COELHO, Conceição CV - Não disponível 
  •  FERNANDES, Conceição CV - Não disponível 
  •  VIANA, Joana CV - Não disponível 

PAP0331 - Dilemas das redes de cooperação interorganizacionais e a formação dos profissionais de saúde. O caso da Enfermagem.
Resumo de PAP0331 - Dilemas das redes de cooperação interorganizacionais e a formação dos profissionais de saúde. O caso da Enfermagem. PAP0331 - Dilemas das redes de cooperação interorganizacionais e a formação dos profissionais de saúde. O caso da Enfermagem.
PAP0331 - Dilemas das redes de cooperação interorganizacionais e a formação dos profissionais de saúde. O caso da Enfermagem.

Mobilizadas pela indispensabilidade de partilha de recursos, as organizações de serviços de saúde e as de ensino superior procuram cada vez mais plataformas de entendimento e lógicas de acção para melhor atender às necessidades de aprendizagem in loco das componentes clínicas dos estudantes da área da enfermagem, de formação contínua dos seus profissionais, assim como às solicitações da própria comunidade. Por outro lado, sabemos que a cooperação interorganizacional é cada vez mais entendida como uma estratégia de desenvolvimento para gerar progresso e ainda que a “University- business dialogue and co-operation” é recomendada (European Commission, 2011). Face a tais pressupostos é objectivo desta comunicação, promover o debate e a reflexão sociológica acerca das lógicas de redes de cooperação entre instituições de ensino superior e de saúde, questionando, por um lado, as diferentes formas de governação das acções na rede, e por outro lado, a estratégia emancipatória para o desenvolvimento do conhecimento e geradora de capital social na saúde. Para tal, contamos com os resultados da investigação que efectuámos em doze organizações (onze de saúde e uma organização de ensino superior na área da enfermagem) através do recurso a metodologias qualitativas e das técnicas de análise de redes sociais, designadamente através da aplicação informática do UCINET e do NETDRAW. Neste estudo desocultámos a estrutura, conteúdo e dinâmicas das relações interorganizacionais estabelecidas, verificando a existência de uma cooperação assente em redes de relações formais e informais, sustentadas em normas, mas também em valores simbólicos e ideológicos ligados à profissão, assim como relações de confiança e amizade, que eram condicionadoras do funcionamento. Identificámos potencialidades, mas também constrangimentos ao desenvolvimento da rede. Num desafio critico mas construtivo, colocamos à discussão os resultados encontrados reflectindo acerca dos mesmos, propondo soluções alternativas para um modelo de governação da cooperação interorganizacional para a formação em saúde, em geral, e para a enfermagem, em particular, que ainda se configura mais perto do tradicional que dos novos paradigmas, ainda que vestido com roupagens apelativas ornadas por protocolos onde estão prescritas eventuais filosofias inovadoras.
  • ARCO, Helena CV de ARCO, Helena
  • SILVA, Carlos Alberto da CV de SILVA, Carlos Alberto da
Helena Maria de Sousa Lopes Reis do Arco – ProfessoraAdjunta da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre.Doutora em Sociologia pela Universidade de Évora, Mestre em Sociologia pelamesma Universidade, Licenciada em Enfermagem e Especialista em EnfermagemComunitária. Investigadora do Centro Interdisciplinar de Investigação eInovação do Instituto Politécnico de Portalegre. Tem nos últimos anosdesenvolvido os seus trabalhos em torno das questões relacionadas com as redessociais no âmbito da saúde. Os seus atuais interesses de investigação situam-senas áreas da Sociologia da Saúde e da Educação, bem como na Análise de RedesSociais enquanto ferramenta metodológica para o diagnóstico e intervençãosocial.

e-mail: helenamaria.arco@gmail.com
Carlos Alberto da Silva - Director do Departamento de Sociologia da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora (2011-...). Director do Programa de Doutoramento em Sociologia da Universidade de Évora (2011-...). Investigador integrado no CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa (2011-...). Doutorado em Sociologia. Agregação em Sociologia. Mestrado em Sociologia. Licenciatura em Investigação Social Aplicada. Bacharel em Radiologia. Autor de vários trabalhos científicos e relatórios técnicos co-finaciados por programas nacionais e europeus nas áreas do diagnóstico e avaliação de projectos sociais, planificação estratégica e desenvolvimento regional. Principais áreas de interesses deinvestigação: a) Análise de redes sociais como ferramenta metodológica para o diagnóstico e intervenção social; b) Redes e cooperação territorial e transfronteiriça; c) Análise prospectiva; d) Avaliação da qualidade e satisfação de utentes e profissionais nas unidades de saúde; Avaliação em tecnologias da saúde.

PAP0675 - Diversidade cultural nas escolas: uma ponte para novos (des)encontros?
Resumo de PAP0675 - Diversidade cultural nas escolas: uma ponte para novos (des)encontros? PAP0675 - Diversidade cultural nas escolas: uma ponte para novos (des)encontros?
PAP0675 - Diversidade cultural nas escolas: uma ponte para novos (des)encontros?

Sendo a igualdade de oportunidades um ideal em permanente (des)construção, e a massificação do ensino persistentemente associada a baixos níveis de qualidade, o direito à diferença tem vindo a ganhar protagonismo nas escolas públicas, em diferentes espaços de afirmação institucional, familiar e individual. As diferenças de mérito são fixadas através de rituais renovados – os prémios escolares – que permitem seleccionar e distinguir os alunos com as melhores performances escolares; embora sem consenso generalizado, as crianças com necessidades educativas especiais são introduzidas num sistema que procura para estas um encaixe, simultaneamente, especial e inclusivo. Mas o que acontece quando alunos afrodescendentes assumem o uso do crioulo, ou quando famílias de etnia cigana hesitam no valor a atribuir à escola? Diferentes experiências etnográficas revelam o potencial de dissociação e confronto que estas interações encerram, permitindo problematizar o papel da escola enquanto instância de aculturação. Mas o que pode acontecer quando, em contexto de formação contínua, desafiamos um grupo de professores-formandos a pensar nas regras escolares como opções culturais, associadas a significados historicamente produzidos com base em relações de poder? Poderá a noção de mediação funcionar como um instrumento útil numa aproximação ao outro enquanto produtor de significados? Como fazer esta viagem sem cair num vazio comprometedor ou numa incerteza paralisante? Este parece ser um terreno que exige uma continuada reflexão sobre os diferentes referenciais em jogo e sobre as modalidades de partilha, debate e recriação experimentados.
  • LEANDRO, Alexandra CV de LEANDRO, Alexandra
Alexandra Leandro, doutoranda do Departamento de Antropologia do ISCTE, em fase de conslusão da tese de doutoramento, as áreas de interesse são - educação, escolas e segurança e formação de professores.

PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação.
Resumo de PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação. PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação.
PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação.

A partir de uma investigação de doutoramento em desenvolvimento, o objectivo deste artigo é, a partir e uma etnografia da rua, lugar onde se revela o sentido que a interacção urbana quotidiana tem para cada citadino, discutir as transformações que incluem o espaço urbano, mas que vão muito além dele. A rua é o recorte empírico que permite a análise destas dinâmicas citadinas. A partir da rua, é possível compreender o modo como se reestruturaram os sentimentos de pertença e como se reorganizam as redes de sociabilidade, as vivências quotidianas, as solidariedades e conflitos vicinais, mas também o(s) modo(s) como estas transformações afectam a cidade. Num tempo marcado pela ideia de globalização, a centralidade do bairro, não só não desapareceu como se viu reforçada. Assiste-se mesmo a um regresso ao bairro. No entanto, as políticas públicas, que parecem promover as vivências de rua tão características dos bairros de Lisboa, acabam por promover uma convivência marcada pela desigualdade. Assistimos hoje nas nossas cidades à reabilitação e revitalização dos centros históricos urbanos. Em muitos casos, esses processos de revitalização têm como objectivo claro o desenvolvimento da indústria turística nesses locais que passa pela ludificação do espaço. Conscientes da importância do turismo para o desenvolvimento das cidades, e numa lógica de competição global, os municípios apostam na reabilitação e requalificação dos centros urbanos, áreas que têm maiores potencialidades turísticas. Pela regulamentação procuram promover uma espécie de pastoral urbana, uma imagem harmoniosa onde nada destoa, onde nada está fora do seu lugar. O caso empírico é a Rua da Bica Duarte Belo, situada no bairro da Bica. A partir do final da década de 1990 este lugar sofreu uma profunda transformação. A juntar aos processos de reabilitação urbana surgem inúmeros bares e restaurantes que a transformaram num lugar privilegiado de diversão nocturna. Estas transformações tiveram impactos na vida local e parecem ter criado mundos distintos e separados: um, dos moradores mais antigos, das colectividades e das tascas; o outro, dos novos restaurantes, dos bares e daqueles que os frequentam. Esta coabitação implica necessariamente usos do espaço público que podem ser contrastantes e, por vezes até conflituosos. Esta, entre outras coisas, serão os aspectos analisados.
  • GOMES, Bruno CV de GOMES, Bruno
Bruno Gomes é licenciado e Mestre em Antropologia pelo ISCTE-IUL. Frequenta no mesmo instituto o programa de Doutoramento em Antropologia, onde se especializa em Antropologia Urbana. É investigador colaborador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e as suas principais áreas e interesses de investigação são a transformação urbana, as identidades e imaginários urbanos, os bairros, ruas.

PAP1271 - Formação Policial e Segurança Pública no Ceará: a experiência do Programa Ronda do Quarteirão
Resumo de PAP1271 - Formação Policial e Segurança Pública no Ceará: a experiência do Programa Ronda do Quarteirão PAP1271 - Formação Policial e Segurança Pública no Ceará: a experiência do Programa Ronda do Quarteirão
PAP1271 - Formação Policial e Segurança Pública no Ceará: a experiência do Programa Ronda do Quarteirão

A partir do ano de 2000, com a criação do Plano Nacional de Segurança Pública (PNSP), o Governo Federal Brasileiro iniciou sua preocupação quanto à formação, qualificação e valorização profissional dos agentes de segurança pública, propondo ações que pudessem garantir uma reforma substancial nas polícias estaduais. Aliado a isto, passou-se a estimular, nos Estados brasileiros, o desenvolvimento de experiências de policiamento comunitário, com o objetivo primordial de superação do modelo tradicional de se fazer policiamento implantado no País desde suas origens, mais identificado com ações reativas e repressivas do que com ações proativas e preventivas. Não contrariando este contexto regional, o governador do Ceará, Cid Gomes, durante seu primeiro mandato (2007- 2010), trilhou sua campanha eleitoral, focalizando-a em uma nova proposta de policiamento com feições comunitárias, denominado Programa “Ronda do Quarteirão”. Também conhecido como “a polícia da boa vizinha”, o programa se propôs a desenvolver uma modalidade de policiamento por meio de ações ostensivas e preventivas, tendo como diferencial sua proposta de proximidade com a população e a contribuição desta na prevenção da criminalidade. Com o passar do tempo, as abordagens do novo policiamento, antes respeitosas e cordiais, começaram a assemelhar- se ao policiamento tradicional. Velhos problemas ressurgiram, dentre eles, o de “abordagens policiais desastrosas”, associadas à formação policial deficitária, resistências, sabotagens e dificuldades que fizeram com que o Programa perdesse sua credibilidade junto à população. O presente trabalho tem como objetivo compreender o processo de qualificação desses policiais e se esta qualificação está em acordo com os mecanismos legais e as políticas públicas que subsidiam a formação dos operadores de segurança pública no Brasil. O estudo revela que formalmente houve uma preocupação em unir o ensino das técnicas e culturas militares a fundamentos teóricos mais humanísticos, que permitissem uma atuação policial de proximidade com a comunidade. Entretanto, percebe-se um ensino fragmentado, sem interdisciplinaridade e em desacordo com os mecanismos legais pertinentes. Assim, as deficiências da formação podem ter contribuído para a reprodução de práticas abusivas e de desrespeito aos direitos humanos não capacitando os recém-formados para não reproduzir as práticas de uma polícia tradicional, conservadora e pouco contribuindo para a modificação da mesma.
  • CRUZ, Lara Abreu CV de CRUZ, Lara Abreu
  • LOPES, Emanuel Bruno CV de LOPES, Emanuel Bruno
  • BRASIL, Glaucíria Mota CV de BRASIL, Glaucíria Mota
 Lara Abreu Cruz
Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e é aluna do Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade (MAPPS/UECE). Participa do Laboratório de Direitos Humanos, Cidadania e Ética (Labvida/UECE) e do grupo de pesquisa Direitos Humanos e Políticas de Segurança Pública do CNPq. Tem experiência na área da Sociologia da Polícia, atuando especialmente nos seguintes temas: formação policial, policiamento comunitário e políticas públicas de segurança.
 Emanuel Bruno Lopes de Sousa
Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade pela UECE e aluno do Curso de Doutorado em Política Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF-Niterói/RJ). Pesquisador do Laboratório de Direitos Humanos, Cidadania e Ética (Labvida/UECE). Tem atuado nas seguintes áreas: políticas de segurança pública, práticas policiais, policiamento comunitário,
Maria Glaucíria Mota Brasil
Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e Doutorado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É professora efetiva da Universidade Estadual do Ceará, onde coordena o Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade (MAPPS) e o Laboratório de Direitos Humanos, Cidadania e Ética (Labvida). É líder do grupo de pesquisa Direitos Humanos e Políticas de Segurança Pública e pesquisadora de produtividade do CNPq. Tem

PAP0215 - Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa
Resumo de PAP0215 - Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa PAP0215 - Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa
PAP0215 - Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa

Este estudo pretende contribuir para o entendimento do potencial formativo de uma grande empresa, através da metodologia do estudo de caso organizacional. Com vista à problematização em redor das relações estratégicas entre formação e trabalho, o estudo traça o retrato estrutural e cultural da organização, procurando explicitar os modelos e conceitos de organização do trabalho, através da análise e caracterização das relações entre o sistema de produção e os dispositivos de formação da empresa. A investigação parte de uma tese: a formação em contexto profissional desempenha um papel fundamental, não só no âmbito da formação profissional contínua, mas também no campo da educação de adultos, uma vez que as suas componentes técnica, profissional e comportamental intervêm no processo de educação e, por inerência, de socialização ao longo da vida. Na sequência de uma relação prévia (externa, mas continuada) da investigadora com a empresa, foi estabelecido um protocolo de colaboração com a investigadora e o Instituto da Educação, viabilizando a metodologia de trabalho escolhida, o estudo de caso, através do qual se pretende fazer uma aproximação à realidade formativa, sobretudo através da observação in loco das acções internas de formação do Centro de Treino da Produção. Este Centro fundamenta-se na assunção de que é preciso aproveitar as competências, o “knowhow” dos trabalhadores da própria empresa para garantir uma formação adequada aos que ali trabalham, numa lógica contínua, centralizadora e “de dentro para dentro”. Assim, a metodologia de estudo visa “conhecer por dentro” para fazer uma análise sobre a relação dinâmica entre a formação e os objectivos estratégicos da empresa, mas também de que modo a relação formação/trabalho define e caracteriza a empresa. A problematização que se procura fazer passa por observar as dinâmicas e lógicas dominantes da formação, por reporte ao paradigma dos “saberes da acção”, que cada vez mais se instala nestes contextos formativos, através de processos de transformação da experiência em saber explícito e transferível, no reforço da importância e da formatividade da experiência e das situações de trabalho. As grandes empresas sentem estas mudanças e promovem-nas, entendendo que a sua capacidade de adaptação e crescimento está refém da capacidade de adaptação e crescimento da sua massa humana, o que dependerá, em grande parte, das estratégias de formação contínua que a organização levar a cabo.
  • RODRIGUES, Sandra Pratas CV de RODRIGUES, Sandra Pratas
Sandra Pratas Rodrigues é doutoranda em Formação de Adultos, pelo Instituto da Educação da Universidade de Lisboa, é bolseira pela FCT e faz parte do grupo de investigação de Formação de Adultos, da Área de Políticas de Educação e Formação daquele Instituto. A sua área de interesse principal é a Educação e Formação de Adultos, em que tem desenvolvido trabalho, quer no terreno através da integração de equipas de criação e implementação de ofertas formativas para adultos em diversas entidades públicas (ANEFA, DGFV, ANQ e IEFP), quer através de publicações, ao longo dos últimos 12 anos. Das suas publicações destacam-se o Guia de Operacionalização para os Cursos EFA, publicado pela ANQ (2009), o artigo “Educar, Formar, Qualificar”, inserido no livro Formação de Adultos: Desafios, Articulações e Oportunidades em tempo de Crise, organizado e publicado pela Universidade dos Açores e o artigo “Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa”, a publicar brevemente pelo ISCTE, na sequência do II Simposium Nacional sobre Formação e Desenvolvimento Organizacional.

PAP1391 - Indicadores de Apropriação de Tecnologias da Informação. Entre a conceituação e construção de categorias analíticas
Resumo de PAP1391 - Indicadores de Apropriação de Tecnologias da Informação. Entre a conceituação e construção de categorias analíticas PAP1391 - Indicadores de Apropriação de Tecnologias da Informação. Entre a conceituação e construção de categorias analíticas
PAP1391 - Indicadores de Apropriação de Tecnologias da Informação. Entre a conceituação e construção de categorias analíticas

O presente artigo tem como objetivo a conceituação e construção de categorias elementares para a organização dos indicadores de Apropriação de Tecnologias da Informação. Essa proposta surge da necessidade inicial de entender e pontuar o conceito de Apropriação tecnológica, e da própria condição da revolução informacional. Buscamos ultrapassar a analise superficial dos números de uso das tecnologias da informação, através de uma categorização que atrele os dados de acesso e perfil de navegação na internet. Entendemos a Apropriação Tecnológica como a forma em que se configura o acesso as TIC’s, seguindo assim uma tendência de disposição social tanto na perspectiva individual quanto de suas relações sociais. A possibilidade de acesso crescente e veloz de informações potencializa a necessidade de indicadores que consigam abarcar o mundo digital como espaço de conhecimento. A origem dessa revolução informacional estaria na oposição entre a máquina como instrumento objetificado e a automação com a transferência de funções cerebrais para a máquina. O caráter novo da dinâmica informacional e da revolução iniciada envolve a complexidade de condicionalidade das tecnologias, o que demonstra que não é uma simples revolução do instrumento ou do computador, mas influi nas relações profissionais e não profissionais. A perspectiva comunicativa e emancipatória que as tecnologias da informação englobam, demonstram como a discussão dos indicadores de TIC’s tem de buscar também os ‘sentidos’ latentes dos números de navegação, dos conteúdos visitados e da produção de conhecimentos através da internet. Através da identificação de um panorama de constituição das tecnologias da informação em uma determinada realidade, é possível analisar a condição de apropriação das TIC’s baseada em três categorias centrais em que se observem as condições físicas, digitais e sociais de acesso às tecnologias.O nosso exercício metodológico se acresce com preenchimento dessas categorias com os indicadores concernentes a cada uma, em que pese as seguintes descrições: Condição Física – Conformação do acesso a computadores e conexão com de internet. Condição Digital – Material digital, páginas criadas, perfil de acesso as informações. Condição Social – Relação estabelecida com as estruturas socioeconômicas e relação com as tecnologias. A analise conceitual dessas três categorias nos possibilita a organização dos dados de pesquisas sobre TIC’s serem concentradas e analisadas cada qual em sua esfera epistemológica, possibilitando a identificação de avanços e empecilhos para o desenvolvimento da sociedade informacional.
  •  OLIVEIRA, Janikelle Bessa CV - Não disponível 
  • CARDOSO, Antonio Dimas CV de CARDOSO, Antonio Dimas
CARDOSO, Antônio Dimas

É bacharel e especialista em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES (Brasil), mestre e doutor em Sociologia, com tese sobre ação coletiva e arranjos corporativos, no Centro de Pós-Graduação sobre as Américas, na Universidade de Brasília (UnB/Brasil). Atualmente, está realizando projeto de pós-doutoramento na Universidade Nova de Lisboa/UNL, Portugal, com investigação sobre "Modos de Apropriação de Espaço", no estudo da Sociologia de Jean Rémy. É professor efetivo da Universidade Estadual de Montes Claros (Brasil), na Graduação em Ciências Sociais, onde ministra cursos de Sociologia Urbana, e no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social. Possui experiência como sociólogo em Administração Pública, com atuação em projetos de geração de trabalho e renda e apoio às atividades produtivas, além de atuar como gestor público em planejamento de cidade média no Brasil, implementando programas de governança democrática.

PAP1349 - Iniciativa Novas Oportunidades: genealogia de uma política de educação de adultos.
Resumo de PAP1349 - Iniciativa Novas Oportunidades: genealogia de uma política de educação de adultos. PAP1349 - Iniciativa Novas Oportunidades: genealogia de uma política de educação de adultos.
PAP1349 - Iniciativa Novas Oportunidades: genealogia de uma política de educação de adultos.

Nesta comunicação apresentam-se resultados preliminares do Projecto Eduqual (financiado pela Fundação de Ciência e Tecnologia), com base numa revisão de literatura e análise documental, a qual inclui depoimentos orais de alguns dos decisores e executores do programa "Novas Oportunidades". A primeira década deste século é, sem qualquer dúvida,marcada, em Portugal, pela concepção e implantação no terreno do programa "Novas Oportunidades", o qual materializou um conjunto de ofertas formativas dirigidas a jovens e adultos trabalhadores. Trata-se de um programa que, na sequência do trabalho realizado na viragem do século pela ANEFA (e pelo Grupo de Missão que lhe deu origem) representou o "relançamento" da educação de adultos que passa a ocupar um lugar central na agenda educativa portuguesa. A importância e dimensão deste programa podem ser avaliadas pelas suas metas extremamente ambiciosas, por ter assumido o carácter de uma campanha massiva com vista a elevar o nível de qualificações da população adulta, pelo modo como articula a acção pública com a intervenção de entidades de direito privado, pelo conjunto de recursos financeiros que mobiliza, pelas inovações organizacionais e pedagógicas que introduz. Para compreender a genealogia desta política recorre-se não apenas a antecedentes imediatos, mas também à evolução do campo da educaçõ de adultos, em Portugal, no último quartel do século XX. A especificidade do caso português é acompanhada por uma análise das políticas de educação e formação ao nível internacional as quais constituem um quadro de grande constrangimento externo. O nosso objectivo consiste em argumentar sobre as mudanças mais significativas das políticas de educação de adultos, recolocando-as num novo quadro interpretativo.
  •  CANÁRIO, Rui CV - Não disponível 
  •  ALVES, Natália CV - Não disponível 
  •  CAVACO, Carmen CV - Não disponível 
  •  MARQUES, Marcelo CV - Não disponível 

PAP0365 - LAZER, ESPORTE EDUCACIONAL E EDUCAÇÃO: DESAFIOS E PROPOSTAS PARA O PROFISSIONAL DO ESPORTE E LAZER NO BRASIL
Resumo de PAP0365 - LAZER, ESPORTE EDUCACIONAL E EDUCAÇÃO: DESAFIOS E PROPOSTAS PARA O PROFISSIONAL DO ESPORTE E  LAZER NO BRASIL PAP0365 - LAZER, ESPORTE EDUCACIONAL E EDUCAÇÃO: DESAFIOS E PROPOSTAS PARA O PROFISSIONAL DO ESPORTE E  LAZER NO BRASIL
PAP0365 - LAZER, ESPORTE EDUCACIONAL E EDUCAÇÃO: DESAFIOS E PROPOSTAS PARA O PROFISSIONAL DO ESPORTE E LAZER NO BRASIL

A descentralização das políticas sociais brasileiras no início da década de 90 foi cercada de estratégias para que o Governo Federal mantivesse certa influência política nos municípios e estados. Os Programas sociais foram as principais formas de descentralizar políticas públicas de esporte e lazer, e, no Brasil, essa divisão se deu pelas políticas de esporte educacional, de esportes para o desenvolvimento do lazer e esporte de alto rendimento. As políticas públicas de esporte educacional surgem na perspectiva de manipular o caráter formador do esporte para contemplar a formação para a cidadania no Brasil. Contudo, enraizada nas relações educacionais da educação física, o esporte educacional ainda possui desafios no seu sistema operacional, como compreender a aprendizagem do esporte e seus valores na prática social fora das relações escolares. Mas para pensar esse desafio é necessário pensar na atuação do profissional de esporte e lazer e seu sistema de formação. Este artigo contribuirá com reflexões acerca da atuação e qualificação dos profissionais do esporte educacional no Brasil. Esta qualificação perpassa por processos de formação profissional de esporte e lazer, que se preocupa com a intervenção dos recursos humanos nas atividades esportivas quando o esporte é convocado a educar para a cidadania; preocupa com os objetivos do esporte educacional e sua origem histórica; e preocupa com as características que o profissional de políticas públicas de esporte e lazer vem assumindo. Este trabalho, em resumo, é uma reflexão sobre a identidade desse profissional do esporte e lazer.
  • RIBEIRO, Sheylazarth CV de RIBEIRO, Sheylazarth
Nome: Sheylazarth Ribeiro
Afiliação Institucional: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Área de Formação: Graduação em Educação Física pela UFMG, Especialista em Educação Física Escolar pela Universidade Gama Filho e Mestre em Lazer pela UFMG.
Interesses de investigação: Lazer, Formação profissional, políticas públicas de esporte e lazer.

PAP1150 - Mais é melhor? Das escolhas aos desafios conceptuais e metodológicos em narrativas pessoais de doença.
Resumo de PAP1150 - Mais é melhor? Das escolhas aos desafios conceptuais e metodológicos em narrativas pessoais de doença. PAP1150 - Mais é melhor? Das escolhas aos desafios conceptuais e metodológicos em narrativas pessoais de doença.
PAP1150 - Mais é melhor? Das escolhas aos desafios conceptuais e metodológicos em narrativas pessoais de doença.

Na heterogeneidade daquilo que é culturalmente entendido e vivenciado enquanto doença, um formato de concepção e análise desse fenómeno tem ganho crescente relevância nos estudos sociais da saúde e da medicina, as narrativas de experiência pessoal de doença. Estas permitem reconhecer o modo como os indivíduos constroem materiais para explorar a forma pela qual atribuem sentido à experiência de doença, e possibilitam igualmente aceder aos modelos explicativos e protótipos salientes (Kleinman, 1989) a partir dos quais constituem e definem as suas experiências para e com o conhecimento biomédico. É a partir da relação com este tipo particular de conhecimento que vão fazer uso do vocabulário e conceitos ali apreendidos e, consequentemente, estabelecer algum tipo de ligação, mais ou menos informada, com o sistema biomédico. No projecto de investigação “Avaliação do estado do conhecimento público sobre saúde e informação médica em Portugal”, procuramos explorar, através das narrativas de doença, novas abordagens sobre a experiência da doença e, particularmente, colocar a tónica naquilo que é a multiplicidade e singularidade de experiências, usando uma metodologia designada por sampling for range (Small, 2009), isto é, ao invés de procurar a representatividade estatística, são selecionados casos para entrevistas procurando cobrir uma diversidade de situações associadas a uma patologia específica. Deste modo, torna-se possível explorar os diferentes modos pelos quais emergem as experiências e trajetórias dos sujeitos em relação à doença. Procuramos, assim, através da apresentação das ferramentas metodológicas privilegiadas no projecto (particularmente o MINI – McGill Illness Narrative Interview, um guião de entrevista) e da sua articulação com resultados preliminares do mesmo, contribuir para um adensamento da discussão em torno das narrativas pessoais de doença (p.e. definição daquilo que conta como conhecimento da doença e do significado do conhecimento baseado na experiência), bem como para um levantamento sobre os desafios conceptuais e metodológicos que tal escolha apresenta.
  •  BARRADAS, Carlos CV - Não disponível 
  •  NUNES, João Arriscado CV - Não disponível 
  •  QUEIRÓS, Ana Filipa CV - Não disponível 
  •  SERRA, Rita CV - Não disponível 

PAP0182 - O desenvolvimento de recursos humanos no contexto das organizações sociais
Resumo de PAP0182 - O desenvolvimento de recursos humanos no contexto das organizações sociais PAP0182 - O desenvolvimento de recursos humanos no contexto das organizações sociais
PAP0182 - O desenvolvimento de recursos humanos no contexto das organizações sociais

Esta comunicação baseia-se numa investigação que sustenta uma tese de Mestrado em Sociologia (ramo de recursos humanos e desenvolvimento sustentável). As motivações que presidiram à escolha do tema de investigação são de ordem pessoal e profissional e compreendem a pertinência sugerida pelas especificidades das organizações sociais na sociedade globalizada actual e grandes transformações que as afectam em todas as áreas. O impacto dessa reestruturação materializa-se por intermédio de processos de racionalização e técnicas oriundas do ambiente empresarial, como as novas tecnologias e os novos modelos de desenvolvimento de recursos humanos. Planear, desenvolver e monitorizar as competências organizacionais e individuais tem-se tornado uma das estratégias das organizações para satisfazer as necessidades dos seus utentes/clientes. A crescente importância das organizações sociais, nomeadamente no que concerne ao significado social das suas actividades, ao volume de recursos movimentados, às potencialidades enquanto entidades empregadoras, são, entre outras, razões que justificam a maior atenção a estas organizações no sentido do aperfeiçoamento das suas estruturas, dos seus instrumentos e técnicas, e claro das práticas de desenvolvimento dos seus recursos humanos. O objectivo geral desta investigação centra-se na compreensão das dinâmicas de desenvolvimento dos recursos humanos no contexto das organizações sociais. Deste modo, tornar-se relevante abordar dois conceitos centrais: “organizações sociais”, e “desenvolvimento de recursos humanos”, importando também identificar as dimensões de análise subjacentes aos dois conceitos, nomeadamente: estrutura da organização; missão, visão e valores que enquadram os objectivos estratégicos da organização; concepção dos dirigentes e técnicos no que respeita aos RH e ao DRH; recrutamento e selecção; formação; organização de trabalho; politica de emprego; avaliação de desempenho e sistema de recompensas. A estratégia de investigação escolhida foi o método do estudo de caso. Especificamente, são estudadas duas organizações sociais, através da observação e recolha de dados sustentada em informação disponível e provocada, utilizando para o efeito a entrevista e o inquérito por questionário. Espera-se que esta investigação possa contribuir para a compreensão da importância estratégica e para o papel efectivo das praticas de DRH no contexto das organizações sociais, afinal “ (…) a gestão estratégica integra o planeamento estratégico, as decisões operacionais e o funcionamento quotidiano das organizações” (Bilhim, 2004:47).
  • COSTA, Ana CV de COSTA, Ana
  • SERRANO, Maria Manuel CV de SERRANO, Maria Manuel
Ana Delfina Leal Granjeia Costa

Técnica de Segurança Social no Centro Distrital de Évora do ISS, IP.
desde 1994 com funções nas áreas de Assessoria técnica aos tribunais
em matéria de regulação do poder paternal, bem como gestora de IPSS's
em matéria de acordos de cooperação Interinstitucional

Licenciada em História pela Universidade de Évora

Mestranda em Sociologia, especialização em Recursos Humanos e
Desenvolvimento Sustentável

Áreas de interesse: Assessoria Social; Desenvolvimento Social; Gestão
de Recursos Humanos em Organizações Sociais.
Maria Manuel Serrano é Doutorada em Sociologia Económica e das Organizações e Mestre em Sistemas Socio-Organizacionais da Atividade Económica, pelo ISEG/UTL e Licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora.
É investigadora do SOCIUS – Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações do ISEG/UTL .
É Professora Auxiliar no Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e Diretora do 1.º Ciclo de Estudos em Sociologia desta Universidade, desde 2009.
É autora de diversas publicações científicas na área da Sociologia Económica e das Organizações.

PAP1100 - Os colégios de elite e a distinção pela excelência: do projecto de educação integral às dinâmicas de acção organizacional
Resumo de PAP1100 - Os colégios de elite e a distinção pela excelência: do projecto de educação integral às dinâmicas de acção organizacional PAP1100 - Os colégios de elite e a distinção pela excelência: do projecto de educação integral às dinâmicas de acção organizacional
PAP1100 - Os colégios de elite e a distinção pela excelência: do projecto de educação integral às dinâmicas de acção organizacional

GT Entre mais e melhor escola em democracia: inclusão e excelência no sistema escolar português Esta comunicação pretende analisar as significações atribuídas pelas classes dominantes ao conceito de excelência. Longe de se restringir à dimensão académica, a excelência é conceptualizada na sua multidimensionalidade, abrangendo a formação do “carácter individual” e a partilha de um ethos de classe. A fruição cultural, a capacidade de lidar com o outro, a interiorização dos valores da solidariedade e do comprometimento social, mas também do mérito, do rigor e do esforço constituem alguns dos pontos-chaves de uma socialização distinta e distintiva no seio destes grupos. Tendo como pano de fundo uma investigação sobre dois prestigiados colégios privados (um laico e outro religioso), durante a qual se acionaram técnicas qualitativas (entrevistas/grupos de discussão com os diferentes agentes educativos, observação direta) e quantitativas (inquérito por questionário aos alunos), analisaremos, pois, este projeto de formação integral dos alunos perseguido, em sintonia, por escolas e pais, numa osmose configuradora de um continuum socializador que é reforçado pela homogeneidade disposicional do grupo de pares e por trajetórias de fidelidade a estes estabelecimentos de ensino. Se estes dois colégios têm como traço comum o projeto de uma educação de excelência que se pretende plena e ancorada simultaneamente em valores e na qualidade académica, eles valorizam diferencialmente as facetas dessa excelência de sentido amplo: a dimensão cívica de “serviço ao outro” constituindo um traço da identidade humanista cristã do colégio religioso e a dimensão cultural afirmando-se como uma marca que se inscreve na matriz fundacional do colégio laico. Pretendemos, assim, esboçar um desenho a traços largos das finalidades formativas no seio das classes dominantes, sem esquecer as especificidades que as atravessam e que nos autorizam a falar da sua policromia interna. Indissociável do ideal de excelência é a praxis educativa destes colégios que, na sintonia com as estratégias formativas familiares, encontra terreno fértil para transformar a intenção em ação. Neste âmbito, refletiremos sobre o processo de criação e sedimentação do espírito de família, da comunhão e da partilha entre os membros das comunidades escolares, nomeadamente através dos rituais de envolvimento e das festividades onde se difunde e exalta o sentido e o orgulho de pertença. A personalização das relações, facilitada pela estabilidade do corpo docente e não docente, aliada a um conjunto de estratégias pedagógico-organizacionais (como o apoio extra-escolar, a manutenção de um clima disciplinado e uma constaste interação escola-família) facilita também a concretização das metas formativas. A aposta na promoção de actividades de cariz cívico e de iniciativas culturais completa o “retrato” de uma praxis socializadora movida por um ideal de educação para a excelência na sua aceção ampla.
  • QUARESMA, Maria Luísa CV de QUARESMA, Maria Luísa
Identificação: Maria Luísa da Rocha Vasconcelos Quaresma
Filiação:Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto / Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto
Habilitações Literárias: Doutoramento em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Bolsa FCT - SFRH / BD/ 39952/ 2007)
Investigação/docência: Investigadora Integrada do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto/Assistente convidada na Escola Superior de Educação do IPP.
Áreas de interesse: Sociologia da Educação, Sociologia da Juventude, Sociologia das Classes Sociais
Principais Publicações: QUARESMA, Maria Luísa (2010) – Da escola pública ao colégio privado: entre a homogeneidade perdida e a homogeneidade reivindicada. Revista Luso-Brasileira “Sociologia da Educação”, nr.2; QUARESMA, Maria Luísa; LOPES, João Miguel (2011) – Os TEIP pela perspetiva de pais e alunos. Revista de Sociologia, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, vol XX; QUARESMA, Maria Luísa (2010) – Interação, disciplina e indisciplina. In ABRANTES, Pedro, org. – Tendências e controvérsias em Sociologia da Educação. Lisboa: Editora Mundos Sociais; QUARESMA, Maria Luísa (2011) – Democratização escolar: percursos e percalços. In LIMA, Francisca [et al.] – Democratização e educação pública: sendas e veredas. São Luís: EDUFMA --

PAP0457 - Os piratas no poder: Algumas considerações sobre a proposta política do Partido Pirata.
Resumo de PAP0457 - Os piratas no poder: Algumas considerações sobre a proposta política do Partido Pirata. PAP0457 - Os piratas no poder: Algumas considerações sobre a proposta política do Partido Pirata.
PAP0457 - Os piratas no poder: Algumas considerações sobre a proposta política do Partido Pirata.

O crescimento visível das práticas de partilha “não-capitalizada” de conteúdos comerciais através das redes virtuais da Internet, comumente associadas à ideia de pirataria, incita a criação de mecanismos legislativos para defender e manter protegido o processo de apropriação privada da informação e do conhecimento por indústrias criativas e farmacêuticas, por exemplo, através das leis de “copyright” e das patentes. Contraditoriamente, a privatização da informação e sua consequente comercialização colocam em colapso o projeto tecnofílico defendido por alguns autores que acreditam na transformação e redefinição democrática através da ideologia da Internet devido à capacidade que possui de descentralizar a informação e tornar real o comunismo do conhecimento. Apesar deste pensamento, insistentemente, vigorar na literatura contemporânea, autores menos otimistas e menos tecnofóbicos, consideram que as Novas Tecnologias da Comunicação e Informação surgem num contexto mediado por interesses que mantêm o processo capitalista e a ideologia do consumo initerruptos. Dito isto, esta comunicação reitera o debate sobre os desconexos e idiossincrasias produzidas pela abertura excessiva dos fluxos globais de comunicação e informação tendo como ponto de partida a experiência sueca que deu origem ao movimento internacional denominado “Partido Pirata”. A relevância do surgimento deste movimento político justifica-se, não apenas a partir da sua repercussão global, como também pelo debate político promovido em defesa da completa liberalização da partilha dos chamados “bens informacionais”, do direito à privacidade e anonimato, de uma profunda mudança nos atuais dispositivos legais de direitos autorais e da abolição total das patentes, como forma alternativa capaz de promover uma transformação democrática a nível mundial. Nesta comunicação, pretendo refletir, a partir de uma análise conceitual, acerca dos principais elementos constituintes da proposta de governo deste movimento em alternativa ao sistema legislativo global vigente e as respectivas interferências políticas de regulação, restrição e vigilância. O objetivo é perceber se a proposta delimita uma linha de separação entre a prática alternativa das práticas sociais vigentes a ponto de ser diferenciável destas. PALAVRAS-CHAVE: Economia Política da Comunicação; Internet; Capitalismo; Pirataria.
  • SATURNINO, Rodrigo CV de SATURNINO, Rodrigo
Rodrigo Saturnino

Doutorando em Sociologia, Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa
Editor da revista (in)visível, www.revistainvisivel.com

Bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT/ Portugal)

Investigador do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) – Universidade Aberta.

PAP1351 - Partnership between the worlds of education and work – A threatening scenario or a beacon of hope?
Resumo de PAP1351 - Partnership between the worlds of education and work – A threatening scenario or a beacon of hope? PAP1351 - Partnership between the worlds of education and work – A threatening scenario or a beacon of hope?
PAP1351 - Partnership between the worlds of education and work – A threatening scenario or a beacon of hope?

Although the world of education and the world of work are unquestionably complementary the relationship between these important realities has always been uneasy. Despite strong endorsement from international bodies such as the OECD and the EU, vehemently opposed ideologies have prevented closer partnerships. Humanistic educationalists defend that schools should be shielded from the manipulative, self-serving intents of the work market. Learning programs dominated by employer interests are charged with streaming lower-class students into dead-end career options, subjecting them to exploitative practices that reinforce social inequalities. Education must allow individuals to achieve emancipation and become critically aware, autonomous citizens, capable of understanding and participating in the world they live in. Reform-minded neo-liberal enthusiasts claim, with equal strength, that educational institutions would benefit if work organizations and civil society were to play a more active role in education. They argue that the education system has contributed to economic decline and to the deterioration of school learning calling for a radical change of direction and policy. Contextualized learning, or ‘learning by doing’, is not only more effective, but also improves achievement and increases motivation. The need to improve education and training effectiveness has led to an expansion of work-based learning (WBL), Initial Vocational Education and Training (IVET) programs. In Portugal, IVET, at the post-compulsory level, is a complex scenario. Although multiple forms of IVET co-exist at the post-compulsory level, the Dual Apprenticeship system (DAS) – in which employers and trade unions a key role in all dimensions - represents the only genuine WBL IVET opportunity available. Despite the strong level of employability and real-world learning, it is perplexingly difficult to persuade the stakeholders in education about the value of the IVET DAS. Many within the regular school system have a poor understanding of what it is or how it works. It remains an obscure alternative out-of-school pathway. The number of those taking part in the Portuguese DAS has been decreasing and finding employers willing to participate remains difficult, leading some to question the sustainability of this alternative IVET WBL system This presentation – which draws upon an ongoing doctoral research effort - offers a historical overview and critical assessment of key underlying features of the Portuguese IVET DAS. The aim is to provide a deeper understanding of this obscure alternative IVET pathway that has, over the course of almost three decades, engaged thousands of participants and employers nationwide in the only genuinely WBL, out-of-school initiative that has ever existed in Portugal.
  • ARAÚJO, Marcelo Machado CV de ARAÚJO, Marcelo Machado
  • TORRES, Leonor Lima CV de TORRES, Leonor Lima
Nome:

Marcelo Machado de Araújo

Afiliação institucional:

FLUP - Licenciatura Sociologia

Escola de Economia e Gestão - UM (Mestrado em GRH)

Instituto de Educação - UM (programa de doutoramento em Sociologia da Educação)

Area de formação:

Sociologia da Educação

Interesses de investigação:

Sociologia da Educação, GRH, Orientação Vocacional e Sociologia do Trabalho e das Organizações
LEONOR LIMA TORRES, PhD

Professora Associada / Associate Professor
Departº. de Ciências Sociais da Educação
Department of Social Sciences of Education
Instituto de Educação / Institute of Education
Universidade do Minho / University of Minho
CAMPUS DE GUALTAR, 4710-057 BRAGA - Portugal
Email: leonort@ie.uminho.pt
Telef.: 253 604660/604279
Fax.: 253 604250

PAP0521 - Problematizar a estrutura e a cultura organizacionais que podem viabilizar um modelo educativo inovador na reabilitação social de jovens em risco de desinserção: estudo de caso
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PAP0521 - Problematizar a estrutura e a cultura organizacionais que podem viabilizar um modelo educativo inovador na reabilitação social de jovens em risco de desinserção: estudo de caso

Esta comunicação propõe-se reflectir sobre as possibilidades de aperfeiçoar o funcionamento das organizações que prestam serviços sociais à luz de princípios de organização e de gestão do trabalho que visam a excelência, bem como reflectir sobre as relações, tensas e conflituosas, que se estabelecem entre Estado, mercado e comunidade. No contexto da reforma do Estado social, damos relevância à geração de propostas que, questionando a mercantilização destes serviços enquanto único factor de eficiência e de rentabilidade, assinalam a necessidade de os aperfeiçoar aos seguintes níveis: aprendizagem contínua e trabalho em equipa para estimular uma visão compartilhada da missão e a apropriação do pensamento complexo; menos burocracia e maior agilidade funcional, implicando maior sintonia e proximidade com as populações, maior capacidade de identificar com rigor e fidedignidade as suas necessidades; recentramento nos cidadãos na base de uma relação de ajuda concreta e duradoura, assente na escuta e no reconhecimento do outro e numa autêntica solidariedade; disponibilidade para a renovação e aperfeiçoamento constante com o objectivo de promover o empowerment; experimentação e validação de soluções que melhor respondam aos novos e velhos problemas de pobreza e exclusão social; elevar à excelência o desempenho organizacional do terceiro sector; elevar a eficácia da organização através de uma gestão investida na integração, valorização e motivação dos seus trabalhadores, dando suporte ao aprimoramento dos seus desempenhos; desenvolver entre os produtores dos serviços uma cultura de serviço que lhes permita tomar consciência do significado dos direitos sociais, culturais e económicos indispensáveis ao exercício das liberdades individuais; implicar os cidadãos na gestão dos serviços públicos para incentivar a sua participação política, o controlo sobre a utilização dos recursos públicos e a sua capacidade para influenciar a prática política dos governantes. Perante jovens remetidos para circunstâncias que os precipitaram numa longa deriva, sem projecto e sem sentido, envolvendo uma fraca estruturação das suas capacidades mentais e induzindo múltiplas racionalizações do fracasso, propusemo-nos criar uma organização que se desafia a integrar e concretizar os aperfeiçoamentos acima identificados.
  •  QUEIROZ, Maria Cidália CV - Não disponível 
  •  VIEIRA, Paula CV - Não disponível 

PAP0137 - Sexualidade e género no quotidiano escolar: análise de uma formação contínua para professores/as de 1.º ciclo (EB) e educadores/as de infância
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PAP0137 - Sexualidade e género no quotidiano escolar: análise de uma formação contínua para professores/as de 1.º ciclo (EB) e educadores/as de infância

Esta comunicação aborda as questões de género e sexualidade no quotidiano escolar tendo como foco a investigação-ação que realizamos por meio de oficinas de formação com professores/as de 1.º ciclo (EB) e educadores/as de infância para identificar as representações, discutir e adquirir conhecimentos sobre questões de género e sexualidade na docência (com ênfase na análise da prática pedagógica), promovendo reflexão dos/as docentes sobre as suas práticas profissionais e desmistificação de alguns preconceitos que envolvem os papéis dos/as professores/as de 1.º ciclo (EB) e educadores/as de infância, incluindo as suas considerações sobre a sexualidade e o seu papel de género na docência, com a finalidade de que as suas ações para com os seus alunos e as suas próprias considerações se transformem. Portanto, enfocamos a formação do/a professor/a ao incitar reflexões e debates sobre as questões de género e sexualidade sobre como os papéis sexuais e de género ditos normais são construídos socialmente, questões que parecem distantes dos contextos escolares, mas que afloram nos mínimos detalhes da docência, designadamente nos aspectos da profissão considerados femininos (paciência/sensibilidade...) e nos preconceitos divulgados sobre a docência (como da incapacidade do homem para lidar com crianças). Atualmente, o povo português tem várias conquistas legais que atendem a urgência de respostas para as preocupações da sociedade referentes às questões relativas à saúde sexual e reprodutiva, à igualdade de género, ao direito de acesso à contracepção, à generalização do planeamento familiar, à promoção da maternidade e da paternidade responsáveis e conscientes e à garantia da não discriminação em função da orientação sexual, estas estão devidamente enquadradas no ordenamento jurídico de Portugal. Porém, tais conquistas ainda não se revertem em estatísticas igualitárias em questões de género e sexualidade. Por exemplo, a educação sexual ainda é pouco abordada nas escolas. Nas formações que implementamos percebemos que, apesar de investigações recenetes mostrarem que os/as docentes portugueses sentem-se à vontade para abordar esse assunto com os seus alunos, na realidade não estão tão à vontade assim, principalmente por causa da falta de estruturas que apoiem a iniciativa desses profissionais nas escolas, bem como por causa da falta de formação dos/as docentes para estas temáticas. Analisaremos, então, as motivações, representações e dúvidas destes docentes e os debates que surgiram sobre estas temáticas durante a formação.
  • RABELO, Amanda Oliveira CV de RABELO, Amanda Oliveira
Amanda Oliveira Rabelo é Pós-doutora em Ciências da Educação na Universidade
de Coimbra, com projeto de investigação financiado pela FCT, Doutora em Ciências da Educação pela Universidade de Aveiro (2009), mestre em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) (2004) e licenciada em Pedagogia pela UniRio (2000). Atualmente é professora da UFF/INFES (RJ-Brasil). Tem publicações e atua com vários temas da educação principalmente com: formação de professores, género, escolha profissional, sexualidade, história da educação e educação especial.

PAP1136 - Sindicatos portugueses, utilização da internet e culturas digitais
Resumo de PAP1136 - Sindicatos portugueses, utilização da internet e culturas digitais PAP1136 - Sindicatos portugueses, utilização da internet e culturas digitais
PAP1136 - Sindicatos portugueses, utilização da internet e culturas digitais

A grande maioria dos movimentos sindicais dos países mais desenvolvidos passou a enfrentar uma crise a partir dos anos 70. Com vista a superar esses tempos difíceis (Chaison, 1996) desenvolveram um conjunto de estratégias diversificadas, entre as quais se conta a adoção das TIC – Tecnologias da Informação e da Comunicação e, em particular, a utilização da internet. Os sindicatos adotaram estas tecnologias mais tardiamente do que as empresas ou outro tipo de organizações (Ad-Hoc Committee on Labor and the Web, 1999; Fiorito et al., 2000; Pinnock, 2005), mas as vantagens competitivas que elas oferecem e a sua flexibilidade encorajou-os a utilizarem-nas de uma forma crescente. Um pouco por todo o mundo, os sindicatos estão a fazer um investimento significativo no campo das TIC, utilizando-as em diversas áreas com determinados objetivos. Alguns estudos revelam que esse investimento tem tido um impacto relevante na organização mas um efeito mais mitigado na eficiência geral dos sindicatos (Fiorito et al, 2002). Contudo há autores que vão mais longe enfatizando que as TIC têm não apenas um grande impacto nos resultados da atividade sindical mas contribuem também para uma transformação qualitativa levando à emergência de novas formas de organização sindical. Os conceitos de e-union (Darlington, 2000) e cyberunion (Shostak, 1999, 2002) são disso exemplos. No entanto, o insuficiente ou baixo grau de literacia informática suscita a questão da mudança cultural na transição do uso de dispositivos e práticas analógicas para novos sistemas e práticas digitais. Esta transição problemática poderá explicar, pelo menos parcialmente, a lentidão na adoção das TIC por parte de sindicatos cujas lideranças tiveram determinadas trajetórias específicas (Castells, 1999; Dantas, 1999; Kroker e Weinstein, 1994; Santos, 2002; Mattelart, 2000). Com esta comunicação visa-se compreender as razões que levaram os sindicatos portugueses a adotar as TIC, a relativa lentidão com que tal foi feito sobretudo em alguns deles, e os fatores que condicionam essa adoção. Pretende-se também analisar as atitudes dos líderes sindicais para com as TIC. Metodologicamente, aliou-se a análise extensiva (inquérito realizado junto dos sindicatos portugueses ativos em 2011 e análise da presença sindical na internet), à análise intensiva (estudo de caso incidindo sobre a CGTP-IN).
  • CORREIA, Manuel CV de CORREIA, Manuel
  • ALVES, Paulo Marques CV de ALVES, Paulo Marques
  • GARRIDO, Ulisses CV de GARRIDO, Ulisses
  • GONÇALVES, Luís CV de GONÇALVES, Luís
  • FIDALGO, Fernando CV de FIDALGO, Fernando
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.

PAP0330 - Transformações recentes nos territórios do eixo Guarda – Castelo Branco
Resumo de PAP0330 - Transformações recentes nos territórios do eixo Guarda – Castelo Branco PAP0330 - Transformações recentes nos territórios do eixo Guarda – Castelo Branco
PAP0330 - Transformações recentes nos territórios do eixo Guarda – Castelo Branco

Há uma componente do desenvolvimento que passa pelas dinâmicas territoriais, assumindo as cidades um papel de destaque nas mudanças da economia e da sociedade contemporâneas. A diversidade de situações e de configurações que lhe estão associadas aludem a fenómenos que ocorrem em pontos específicos do espaço e do tempo, cujo âmbito está em contínua transformação. Não podemos ignorar que as transformações estruturais afectam de forma desigual os diferentes territórios e grupos sociais. No território de baixa densidade do interior do País, particularizado pelo despovoamento rural e pela melhoria das acessibilidades regionais e nacionais, uma nova geografia de fluxos parece abrir perspectivas inovadoras na dinamização de centros urbanos relativamente importantes à escala regional (Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco), configurando uma rede urbana multipolar com potencial para sustentar o desenvolvimento regional policêntrico. A comunicação tem por principal objectivo dar conta da análise das transformações urbano-territoriais da área de influência do eixo Guarda – Covilhã – Castelo Branco. Designadamente interrogar e conhecer: Como evoluíram estes territórios em termos de dinâmica populacional e de ocupação urbana? Como evoluíram as relações de interdependência nestes territórios? Quais as consequências desta evolução? Estarão os fluxos rurais-urbanos a perder parte significativa da sua relevância para movimentos mais urbanizados essencialmente entre as áreas urbanas? Será possível estabelecer possíveis correlações entre movimentos migratórios ou pendulares e transformações espaciais e funcionais da região? Quais os desafios para o futuro? Palavras-chave: Desenvolvimento regional, fluxos regionais, território, transformação urbana
  • VAZ, Domingos CV de VAZ, Domingos
  •  ALVES, Rui Amaro CV - Não disponível 
Domingos Martins Vaz, professor no Departamento de Sociologia da Universidade da Beira Interior e investigador do CesNova (Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa). A sua principal área de estudo é a sociologia urbana e do território, sendo autor do livro Cidades Médias e Desenvolvimento: o caso da cidade da Covilhã [UBI, Covilhã, 2004], organizador do livro Cidade e Território: Identidades, Urbanismos e Dinâmicas Transfronteiriças [Celta, Lisboa, 2008] e autor de diversos textos nos domínios das cidades, do ordenamento do território e do desenvolvimento regional.

PAP1516 - Um olhar interorganizacional sobre a formação profissional. Dilemas e desafios para as organizações
Resumo de PAP1516 - Um olhar interorganizacional sobre a formação profissional. Dilemas e desafios para as organizações PAP1516 - Um olhar interorganizacional sobre a formação profissional. Dilemas e desafios para as organizações
PAP1516 - Um olhar interorganizacional sobre a formação profissional. Dilemas e desafios para as organizações

O primado das organizações fechadas e auto-suficientes está excedido. Neste clima de incerteza ganha fundamento a necessidade das organizações se associarem, unirem esforços, delinearem estratégias comuns de actuação, rumo a objectivos individuais e colectivos.Consequentemente, também a necessidade das organizações actuarem conjuntamente e associadas, partilhando os mais diversos recursos, como por exemplo, informação e conhecimento, vem fundamentar a tese da necessidade de cooperação interoganizacional. A concorrência cada vez mais «perversa, implica uma cultura organizacional estratégica e de ruptura com anteriores modelos organizacionais virados para dentro, em busca duma economia de escala e sem preocupações com as variáveis do ambiente. Esta comunicação resulta duma reconstrução e actualização dos resultados obtidos num trabalho de investigação realizado entre os anos de 2004 e 2007, cujas principais linhas de orientação se centraram na identificação das dinâmicas interorganizacionais das entidades formadoras, designadamente ao nível dos processos e formas de cooperação desenvolvidas pelas entidades que desenvolvem acções de formação profissional no Alentejo (Portugal). Com o recurso à metodologia de análise de redes sociais, a equipa de investigação procurou compreender as dinâmicas de cooperação que se estabeleceram entre as organizações que desenvolvem acções de formação profissional neste território. Sendo uma região prioritária em termos de aplicação de Fundos Estruturais da União Europeia, a equipa de investigação procurou desocultar as lógicas de partilha de recursos, a definição de estratégias de formação e, por último, o posicionamento dos actores na rede. PALAVRAS-CHAVE: análise de redes sociais, organizações, cooperação, formação profissional
  • FIALHO, Joaquim CV de FIALHO, Joaquim
  • SILVA, Carlos Alberto da CV de SILVA, Carlos Alberto da
  • SARAGOÇA, José CV de SARAGOÇA, José
JOAQUIM MANUEL ROCHA FIALHO, Licenciado em Serviço Social, é quadro superior do Instituto do Emprego e Formação Profissional desde 1999, onde exerce funções de assistente social no Centro de Formação Profissional de Évora. É detentor do Mestrado em Sociologia, na variante de recursos humanos e desenvolvimento sustentável (2003), tendo desenvolvido a tese sobre a re-integração de desempregados de longa duração no mercado de emprego. Em 2008, obteve, com distinção e louvor a aprovação nas provas de Doutoramento em Sociologia, onde apresentou a sua investigação sobre as redes de formação profissional. É professor auxiliar convidado no Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e docente no Campus Universitário de Santo André do Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares (Instituto Piaget). Tem mais de uma de dezena de artigos publicados sobre organizações e formação profissional, bem como a participação em inúmeros eventos científicos como orador. As suas principias linhas de investigação são a análise de redes sociais, dinâmicas organizacionais e a formação profissional.
E-mail: jfialho@uevora.pt
Carlos Alberto da Silva - Director do Departamento de Sociologia da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora (2011-...). Director do Programa de Doutoramento em Sociologia da Universidade de Évora (2011-...). Investigador integrado no CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa (2011-...). Doutorado em Sociologia. Agregação em Sociologia. Mestrado em Sociologia. Licenciatura em Investigação Social Aplicada. Bacharel em Radiologia. Autor de vários trabalhos científicos e relatórios técnicos co-finaciados por programas nacionais e europeus nas áreas do diagnóstico e avaliação de projectos sociais, planificação estratégica e desenvolvimento regional. Principais áreas de interesses deinvestigação: a) Análise de redes sociais como ferramenta metodológica para o diagnóstico e intervenção social; b) Redes e cooperação territorial e transfronteiriça; c) Análise prospectiva; d) Avaliação da qualidade e satisfação de utentes e profissionais nas unidades de saúde; Avaliação em tecnologias da saúde.
José Saragoça
É Professor Auxiliar na Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora.
No Departamento de Sociologia leciona Sociologia da Educação, Planeamento e Gestão de Projetos, Diagnóstico e Prospetiva Social, Sociologia do Desporto, entre outras u.c..
É adjunto do Diretor do Departamento de Sociologia e membro do Conselho Pedagógico da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora.
É Docente Convidado no Instituto Piaget (Campus de Santo André).
É investigador integrado do CESNOVA (Centro de Investigação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).
Os seus interesses de investigação científica direcionam-se para os future studies/prospetiva estratégica e para a análise de redes sociais/social network analysis, sobretudo nos domínios da educação/formação, cooperação entre territórios e governo eletrónico. É autor de diversos artigos científicos, de capítulos de livros e do livro Tecnologias da Informação e da Comunicação, Educação e Desenvolvimento dos Territórios (publicado pela Fundação Alentejo em 2009).