PAP0889 - As políticas sociais participativas e os movimentos ambientalistas no Brasil: tensões e conflitos
A promulgação da
Constituição Federal
de 1988, no Brasil,
foi o marco legal
institucionalizando
as políticas sociais
de cunho
universalista e
calcadas em
processos decisórios
participativos, quer
deliberativos ou
meramente
consultivos.
Considerando as
regras jurídicas e
teóricas, que
estabelecem quem e
como se participa do
“jogo” democrático,
ao longo de mais de
30 anos, estes
processos de
descentralização e
participação
moldaram inúmeras
experiências por
todo o País, através
de avanços e
retrocessos em
termos democráticos.
A democracia
participativa
pressupõe o
engajamento,
empoderando os
cidadãos e
aprimorando a
governança. A
participação social
redesenharia,
portanto, a
democracia e a
cidade, em oposição
à sua ocupação pela
ideologia e
políticas
neoliberais vigentes
na atualidade.
No município de Embu
das Artes (Grande
São Paulo), cuja
administração é
exercida há três
mandatos
consecutivos pelo
Partido dos
Trabalhadores - PT,
inúmeras
experiências
participativas vêm
sendo executadas.
Como o Orçamento
Participativo,
revisão
participativa do
Plano Diretor
Municipal, Conselho
Gestor da Área de
Proteção Ambiental
Embu-Verde e
Conselho Municipal
do Meio de Embu –
COMAM, entre tantas
outras.
O município também
possui um ativismo
ambiental histórico,
onde uma das
primeiras ONGs
ambientalistas
brasileiras iniciou
suas atividades, em
1971. Atualmente
vários embates e
confrontos têm
ocorrido, sendo que
a revisão do Plano
Diretor encontra-se
suspensa pela
Justiça, por
exemplo.
O que aqui se propõe
é analisar se as
instâncias
participativas,
formalmente
estabelecidas/existentes,
possibilitam, de
fato, a igualdade de
condições entre os
diferentes
participantes? Estes
são agentes ou
sujeitos?
Como tem ocorrido,
na prática, a
consolidação dos
canais e dos
mecanismos
participativos
instituídos pelos
instrumentos legais?
A legislação em
vigor, que habilita
a participação
ampla, realmente
legitima a
vontade/soberania
popular e a
autonomia/empoderamento
dos cidadãos nas
decisões políticas?
Portanto, um relato
de democracia urbana
fundamentada no
envolvimento direto
das pessoas na
política, mais
especificamente na
política ambiental,
é o que se propõe o
trabalho.
Graduada e licenciada em Ciências Sociais (PUC - SP/RJ), e graduada e MSc em Geografia (USP). Com especialização em Meio Ambiente e metodologias participativas. Atuação em descentralização de políticas públicas, capacitação de getores governamentais e movimentos sociais.
PAP0096 - O Perfil dos Visitantes e a Preservação Ambiental no Parque Estadual do Caracol no Município de Canela - Brasil
O Brasil tornou-se ao longo dos anos, um
destino turístico competitivo e consolidado
tanto no âmbito nacional quanto internacional.
Isso se deve aos segmentos turísticos
ofertados no país, entre eles, os segmentos
que exploram atividades com a natureza, onde
encontramos algumas áreas de preservação
ambiental, que visam resguardar as
características naturais de uma determinada
região ou município. O Estado do Rio Grande do
Sul tem algumas das principais áreas de
prioridade para a conservação da
biodiversidade do país. Entre elas, temos o
Parque Estadual do Caracol, local de estudo da
presente pesquisa que integra o turismo
natural do município de Canela sendo o
principal parque de visitação. Apresentando
como objetivo geral, descrever o perfil dos
visitantes que estiveram no Parque Estadual do
Caracol. Os objetivos específicos foram,
mencionar as ações relativas ao meio ambiente
que estão sendo aplicadas no parque; apontar
os pontos relevantes que dizem respeito à
infraestrutura do parque e indicar possíveis
melhorias a se realizar no parque.Para essa
pesquisa foi empregado o método descritivo
estatístico, sendo utilizado para a coleta de
dados, o questionário, de caráter
quantitativo, contendo perguntas abertas e
fechadas. Realizada no mês de abril de 2011, a
amostragem contemplou duzentos (200)
visitantes. O Parque Estadual do Caracol se
situa a 7 km do centro do município de Canela
no Estado do Rio Grade do Sul, Brasil,
inicialmente, suas terras eram uma fazenda
produtiva, porém, um lugar que já chamava a
atenção pelas belas paisagens naturais. Em
1954, o poder público e o governo do Rio
Grande do Sul decretaram a área, como de
utilidade pública. No ano de 1968 ocorreu sua
desapropriação legal, e foi transferida para a
Secretária de Turismo do Estado do Rio Grande
do Sul - SETUR e para a Prefeitura Municipal
de Canela. O processo culminou com a criação
do complexo turístico do Parque Estadual do
Caracol em 1973, contando com uma área total
de 100 hectares, apresentando como principal
atrativo a Cascata do Caracol, além de
trilhas, passeio de trem, observatório
ecológico e lojas de artesanato.A pesquisa
revelou que a grande maioria dos entrevistados
são brasileiros provenientes da região sul
totalizando 50,50%, apresentando como
influência para a visita indicação de alguém,
com o percentual de 34,77%, assim como,
estavam visitando o parque pela primeira vez,
um total de 57,50% dos entrevistados,
permanecendo nele de 1 a 3 horas, o percentual
de 77,50%, o turismo e a paisagem receberam
destaque enquanto motivos principais para a
visita, apresentando os resultados de 55,05%
e 18,91% respectivamente e por fim, 95,50% dos
entrevistados disseram que recomendariam e
92,50% disseram que voltariam ao parque.Os
resultados evidenciam que uma revitalização no
parque, visando melhorar aspectos como
infraestrutura e atrativos, faz-se necessária,
buscando atrair cada vez mais visitantes e a
própria comunidade local.