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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP0645 - Cinema e realidade: entender a função vital da sétima arte
Para a compreensão e definição da vida humana e das distintas “versões-do-mundo” (Goodman), a Arte desempenha um papel fundamental ao permitir indagar elementos sensoriais e criativos da realidade que a Ciência não enquadra na sua ambição de objectivar e universalizar o real. Neste contexto, o Cinema instituiu-se como forma artística mais completa para criar metáforas sobre dados do real. Ao aliar imagem, som, palavra, ficção, metáfora e narrativa, permite simular e actualizar o passado, reflectir sobre o presente ou imaginar o futuro. O Homem pode assim expressar e experimentar sentidos e ideias em mundos possíveis e simulados, que contribuem para a construção da sua identidade e compreensão da (sua) realidade.
- ALVES, Pedro

Pedro Alves, Porto (Portugal). Conclui, em 2007, a Licenciatura com Mestrado integrado em Som e Imagem na Escola das Artes da U.C.P. - Porto, com estágio curricular na RTP - Meios de Produção. Entre 2007 e 2008 trabalha na Utopia Filmes, Lisboa, nas áreas de Produção, Operação de Câmara e Argumento. Entre 2008 e 2011 participa no projecto “Revisitar / Descobrir Guerra Junqueiro” da Escola das Artes da U.C.P. - Porto, como Assistente de Realização e Co-Director de Fotografia de "Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro" e Assistente de Produção em "A Música de Junqueiro". Actualmente é bolseiro da FCT em Doutoramento na Faculdade de Ciencias de la Información da Universidade Complutense de Madrid, investigando temas relacionados com produção e recepção de cinema. É também membro da Associação Científica ICONO14 (Espanha) desde 2010, e colaborador do CITCEM (FLUP - Porto) desde 2011.
PAP0521 - Problematizar a estrutura e a cultura organizacionais que podem viabilizar um modelo educativo inovador na reabilitação social de jovens em risco de desinserção: estudo de caso
Esta comunicação propõe-se reflectir sobre as possibilidades de aperfeiçoar o funcionamento das organizações que prestam serviços sociais à luz de princípios de organização e de gestão do trabalho que visam a excelência, bem como reflectir sobre as relações, tensas e conflituosas, que se estabelecem entre Estado, mercado e comunidade.
No contexto da reforma do Estado social, damos relevância à geração de propostas que, questionando a mercantilização destes serviços enquanto único factor de eficiência e de rentabilidade, assinalam a necessidade de os aperfeiçoar aos seguintes níveis: aprendizagem contínua e trabalho em equipa para estimular uma visão compartilhada da missão e a apropriação do pensamento complexo; menos burocracia e maior agilidade funcional, implicando maior sintonia e proximidade com as populações, maior capacidade de identificar com rigor e fidedignidade as suas necessidades; recentramento nos cidadãos na base de uma relação de ajuda concreta e duradoura, assente na escuta e no reconhecimento do outro e numa autêntica solidariedade; disponibilidade para a renovação e aperfeiçoamento constante com o objectivo de promover o empowerment; experimentação e validação de soluções que melhor respondam aos novos e velhos problemas de pobreza e exclusão social; elevar à excelência o desempenho organizacional do terceiro sector; elevar a eficácia da organização através de uma gestão investida na integração, valorização e motivação dos seus trabalhadores, dando suporte ao aprimoramento dos seus desempenhos; desenvolver entre os produtores dos serviços uma cultura de serviço que lhes permita tomar consciência do significado dos direitos sociais, culturais e económicos indispensáveis ao exercício das liberdades individuais; implicar os cidadãos na gestão dos serviços públicos para incentivar a sua participação política, o controlo sobre a utilização dos recursos públicos e a sua capacidade para influenciar a prática política dos governantes.
Perante jovens remetidos para circunstâncias que os precipitaram numa longa deriva, sem projecto e sem sentido, envolvendo uma fraca estruturação das suas capacidades mentais e induzindo múltiplas racionalizações do fracasso, propusemo-nos criar uma organização que se desafia a integrar e concretizar os aperfeiçoamentos acima identificados.
- QUEIROZ, Maria Cidália
- VIEIRA, Paula