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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Morte»

PAP1364 - A memória dos mortos na era digital: quando os mortos se encontram à distância de um clique.
Resumo de PAP1364 - A memória dos mortos na era digital: quando os mortos se  encontram à distância de um clique. PAP1364 - A memória dos mortos na era digital: quando os mortos se  encontram à distância de um clique.
PAP1364 - A memória dos mortos na era digital: quando os mortos se encontram à distância de um clique.

A morte, ou mais precisamente, a consciência da morte, constitui fundamento essencial para o fundamento da vida. Se o homem não tivesse consciência da morte, se não concebesse a ideia da sua finitude, a vida (e logo a vida social também), perderiam muito do seu significado. Surgindo como forma do homem alcançar e atribuir alguma ordem e sentido à força caótica da natureza, a cultura humana toma, no que se refere às atitudes face à morte e à memória dos mortos, um forma especial. É na certeza da sua morte física que o homem desenvolve as mais diversas formas culturais, simbólicas e materiais, que procuram impedir que um dia, sendo morto, os ainda vivos se esqueçam dele. É através da memória que o homem mantém presentes aqueles que já morreram, dando forma à concepção conteana de humanidade, que contemplava não só aqueles que estão vivos como aqueles que já morreram e todos os que hão-de vir. Mas à semelhança do que acontece nas restantes esferas sociais, os regimes de memória vão sendo alterados. Numa longa história que se materializou em obeliscos, pilares, pirâmides, monumentos, túmulos, estátuas, jazigos, capelas, nos quais os seres humanos também quiseram geralmente inscrever palavras, informações e mensagens, e que o mundo moderno acrescentou técnicas de comunicação como os jornais, notícias e anúncios, assiste-se agora a uma outra sequência estimulada pelas novas tecnologias da informação. Estas têm feito irromper novos rituais, formas cerimoniais, códigos de rememoração e inclusivamente modalidades de reunião dos mortos no mundo dos vivos através do manto da “tele-presença” e de um impedimento aparente do corte da comunicação. No mundo virtual, através das redes sociais, memoriais on-line, blogs e cemitérios virtuais, os novos suportes de memória suscitam questões variadas, uma vez que permitem, como nenhum outro, a perpetuação da ilusão da presença daquele que já morreu. Através de dispositivos de imagem, movimento e som, através da manutenção e dinamização das suas páginas no facebook, o encontro com os mortos faz-se, já não por meio da tradicional visita aos cemitérios (muitos dos corpos são hoje cremados e as cinzas volatilizadas), mas no espaço virtual, através do écran do computador.
  • MENDES, Ana Celeste CV de MENDES, Ana Celeste
Ana Celeste Mendes é licenciada em Comunicação Social e Cultural pela
Universidade Católica Portuguesa, Pós Graduada em Jornalismo pelo
ISCTE, Mestre em Comunicação Cultura e Tecnologias da Informação pelo
ISCTE e Doutoranda em Sociologia no CIES-ISCTE. Bolseira da FCT,
tem-se dedicado, sobretudo, ao estudo das questões sociais ligadas à
morte e ao morrer na sociedade contemporânea. Lecciona Sociologia da
Saúde da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa.

PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional
Resumo de PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional  PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional
PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional

Em Portugal, e à semelhança do que se verifica na maioria dos países ocidentais, a população idosa tem vindo a aumentar. A pirâmide de idades da população portuguesa passou a apresentar um estreitamento na base, acompanhado por um alargamento no topo, forma que caracteriza uma população envelhecida. Mas os idosos não se distribuem da mesma forma pelo território nacional. Existem indícios de que a população portuguesa está a envelhecer de forma desigual nas várias regiões do país. A partir dos dados disponíveis no Eurostat (taxa bruta de mortalidade, TBM, por 100 mil habitantes), estudámos as tendências de mortalidade e variações associadas no período de 1994 a 2006, entre a população idosa portuguesa, por sexo, grupo etário e principais causas de morte (segundo a International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems, ICD), procurando estabelecer diferenças regionais. Estas ocorrem apenas pontualmente, por sexo, mas sobretudo entre o grupo etário dos 65 aos 69 anos e o dos 85 ou mais anos, no que se refere às principais causas de morte. Das seis causas estudadas, três são dominantes entre a população idosa: doenças do sistema circulatório, neoplasias e doenças do sistema respiratório. Em termos de variação, os óbitos por doenças endócrinas sofrem, no período em análise, aumentos acentuados em todo o país, enquanto que os relativos às doenças do sistema circulatório tendem a diminuir. Globalmente, a região Centro apresenta as maiores diferenças, no que se refere ao afastamento entre as duas principais causas de morte e as restantes. Por sua vez, os Açores e a Madeira apresentam, em certos aspectos, padrões, quer de tendência das taxas brutas de mortalidade, quer da sua variação, por sexo, grupo etário e causa, diferentes dos observáveis nas regiões do continente, não podendo considerar-se, no entanto, estas regiões homogéneas entre si. Este estudo procura assim fazer um retrato do país, com um nível de desagregação sub- nacional. Os resultados relativos às tendências de mortalidade são apresentados, em função do sexo, grupo etário e causas de morte. REFERÊNCIAS PRINCIPAIS -CANUDAS-ROMO, V. et al., Mortality changes in the Iberian Península in the last decades of the twentieth century, Population-E, 63(2), 2008, pp. 319-344. -GRUNDY, E., Demography and Gerontology: Mortality Trends Among the Oldest Old, Age and Ageing, 17, 1997, pp. 713-725. -INE, Projecções de População Residente, Portugal e Nuts III, 2000-2050, Instituto Nacional de Estatística, 2005. http://www.ine.pt [extraído em 4-3-2009] -JANSSEN, F., Cohort patterns in mortality trends among the elderly in seven European countries, 1950-99, International Journal of Epidemiology, 2005, 34, pp. 1149-1159. http://ije.oxfordjournals.org/cgi/reprint/34/5/ 1149 [extraído em 25-02-09].
  • LAGARTO, Sandra CV de LAGARTO, Sandra
  • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
Sandra Lagarto licenciou-se em Engenharia Biofísica e fez também o mestrado em Ecologia Humana na Universidade de Évora. Tem tido um percurso profissional bastante diversificado passando pelo ensino/formação profissional na área de educação ambiental e pela colaboração com gabinetes públicos e privados em projectos de planeamento regional. Há cerca de cinco anos licenciou-se em Matemática Aplicada (especialização em Estatística) e começou a trabalhar com dados demográficos. Está actualmente a concluir a tese de doutoramento, em Matemática, sobre modelos estocásticos de mortalidade.
Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.

PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
Resumo de PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar? PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?

A transformação das estruturas da população segundo a idade tem fortes implicações na organização da vida colectiva. Nas sociedades em que o trabalho é factor crucial de integração social, a passagem à condição social de “idoso” representa, para muitos, a entrada num processo de vulnerabilidade social ou, até, de exclusão. A sociedade portuguesa é um caso de evolução contraditória. A progressiva integração económica dos reformados não impediu que grande parte da população envelhecida fosse remetida para condições objectivas de existência que os expõem a diversas formas de marginalização. São de destacar a pobreza, a perda dos laços sociais e de significado da existência, assim como do sentido da utilidade social. Um importante contingente dos activos envelhecidos que exerceram a sua actividade profissional com baixos níveis remuneratórios corre o risco de não contar com redes mínimas de protecção social. A nossa investigação propõe-se analisar as repostas sociais existentes e conceber e planear intervenções que diminuam o risco de pobreza e evitem que a reforma seja vivida como morte social. As profundas alterações que afectam as estruturas familiares têm um impacto directo sobre as relações de poder entre as gerações, nomeadamente sobre o conteúdo e intensidade das trocas entre filhos e pais e sobre a definição das suas obrigações recíprocas. Grande parte das tarefas e cuidados tradicionalmente assumidos pela família, e que contribuíam para a sua coesão, está a ser remetida para instituições e profissionais especializados. Esta mudança, que secundariza os mecanismos de resolução de problemas na base de trocas e negociações directas quer no quadro da família, quer na colectividade de vizinhança, está na base do isolamento social e da solidão, bem como do fechamento da identidade no passado. Neste quadro, a qualidade da protecção social dos idosos é crucial para preservar a sua dignidade social e para que possam viver até morrer. O contributo das organizações produtoras de serviços para criar redes de relacionamento social é crucial para prevenir ou corrigir o isolamento e a solidão, substituindo ou complementando os laços primários. A nossa investigação pretende, pois, conceber modelos organizacionais compatíveis com a valorização simbólica, a intensificação das relações sociais, a descoberta de interesses e o envolvimento na prestação de serviços à colectividade de modo a permanecerem integrados na vida social, demonstrando a sua utilidade social.
  •  MAIA, Berta CV - Não disponível 
  •  ROCHA, Maria Lúcia CV - Não disponível 
  • ALMEIDA, Maria Sidalina CV de ALMEIDA, Maria Sidalina
  •  GROS, Marielle CV - Não disponível 
Nome: Maria Sidalina Almeida
Afiliação institucional: Instituto Superior de Serviço Social do Porto
Área de formação - licenciatura em serviço social; mestrado em serviço social e política social e doutoramento em ciências da educação.
Interesses de investigação: diversos temas no campo da gerontologia social; transição dos jovens para a vida adulta.