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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Música»

PAP0437 - Cultura e Música: Instrumentos de Transformação da Juventude da Periferia
Resumo de PAP0437 - Cultura e Música: Instrumentos de Transformação da Juventude da Periferia PAP0437 - Cultura e Música: Instrumentos de Transformação da Juventude da Periferia
PAP0437 - Cultura e Música: Instrumentos de Transformação da Juventude da Periferia

Cultura e Música: Instrumentos de transformação da juventude da periferia. Sueli Maria Pereira Guimarães Ana Lucia Hazin Alencar Este trabalho é parte de uma pesquisa realizada na Fundação Joaquim Nabuco, com jovens da cidade do Recife, Estado de Pernambuco, participantes de programas culturais desenvolvidos pelos governos federal, estadual e municipal e tem como questão central o impacto dos programas culturais no jovem carente proveniente das camadas populares, onde vivenciam a violência e a pobreza. Com o objetivo de contribuir para a compreensão desse impacto no jovem, foi importante entrevistar gestores dos programas que lidam com este contingente que moram em localidades de baixa renda na periferia da cidade. Trabalhamos com a noção de juventude como categoria social, historicamente construída, segundo referenciais de Pierre Bourdieu, partindo do pressuposto de que não há uma cultura jovem única. O universo amostral é constituído de jovens com idade de 15 a 29 anos que participam do projeto cultural Orquestrando, do Conservatório Pernambucano de Música. Esses jovens mostram-se felizes e relatam a mudança pessoal trazida pela música. Muitos viviam na rua, sem nenhum objetivo de vida, em uma situação de total vulnerabilidade. Hoje, tornaram-se profissionais da música e passaram a se considerar cidadãos mais valorizados por todos da comunidade. Os instrumentos que tocam são de cordas: violino, violoncelo, viola, dentre outros. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, através das quais se buscou identificar, a partir de depoimentos dos jovens, mudanças ocorridas nos seus valores e na sua vida, através do consumo cultural. Apesar de o tema cultura ser hoje mais valorizado, ainda não é uma prioridade nas discussões das políticas públicas nem dos orçamentos públicos. A cultura é um direito de todo jovem, indispensável à vida de qualquer pessoa, alarga os conhecimentos, através das informações, proporcionando, assim, uma maior participação no universo simbólico da sociedade. Assim, ela não deve ser vista simplesmente como uma medida para resolução de problemas dos jovens. A teoria de Bourdieu, o seu conceito de habitus, será uma ferramenta utilizada para explicar como o espaço social age sobre os indivíduos na esfera cultural e nas formas de apropriação da cultura e da identidade, através do aspecto simbólico do consumo.
  •  GUIMARÃES, Sueli Maria Pereira CV - Não disponível 
  •  ALENCAR, Ana Lúcia Hazin CV - Não disponível 

PAP0860 - O trabalho de mediação cultural em Portugal: alguns contextos e os seus figurinos organizacionais
Resumo de PAP0860 - O trabalho de mediação cultural em Portugal: alguns contextos e os seus figurinos organizacionais  PAP0860 - O trabalho de mediação cultural em Portugal: alguns contextos e os seus figurinos organizacionais
PAP0860 - O trabalho de mediação cultural em Portugal: alguns contextos e os seus figurinos organizacionais

O aumento da programação de actividades pedagógicas para os públicos de museus, teatros e outros espaços culturais constitui uma das principais mudanças que marcam o sector cultural e artístico, em Portugal, nas últimas duas décadas. Possuindo um historial mais antigo nos museus, este tipo de intervenção tem vindo a intensificar-se num número crescente de instituições e de iniciativas. A prática da mediação cultural não é uma realidade homogénea, verificando-se a existência de percursos profissionais diversos e de diferentes modelos organizacionais nas instituições/contextos que promovem e acolhem actividades de mediação cultural. Esta comunicação foca algumas iniciativas de divulgação cultural e criação de novos públicos – nas áreas das artes visuais, música e livro e leitura –, dando destaque aos formatos organizacionais que, nos diversos contextos, estruturam o seu funcionamento. Na área das artes visuais, são abordados os Serviços educativos do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian, em funcionamento desde 2002, e da Área de Exposições do Centro Cultural de Belém, com actividades pedagógicas desde 1998. No domínio da música analisam-se duas iniciativas de divulgação musical, com diferente longevidade: i) Música em Diálogo, orientada pelo maestro José Atalaya desde os anos 80 do século XX; ii) Descobrir. Programa Gulbenkian Educação para a Cultura, iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, e em especial a intervenção pedagógica do Serviço da Música, intensificada desde 2005. Na área do livro e da leitura, consideram-se dois projectos de promoção e o incentivo do gosto pela leitura e pela escrita, ambos lançados em 1997: i) Programa de Acções de Promoção da Leitura/Itinerâncias, promovido pela tutela da cultura; ii) Artes na Escola, projecto coordenado pelo Ministério da Educação. A análise conjunta destas diferentes iniciativas e contextos evidencia traços comuns – desde logo, no que se refere aos figurinos organizacionais mas também no que respeita ao crescente investimento das políticas do sector público e do terceiro sector em iniciativas tendo por objectivo disseminar o conhecimento da cultura e das artes. E identifica características mais distintivas – como a centralidade que a figura do divulgador cultural pode assumir na dinamização de um projecto, reconfigurando-o de acordo com as transformações que vão ocorrendo no sector cultural.
  • MARTINHO, Teresa Duarte CV de MARTINHO, Teresa Duarte
Teresa Duarte Martinho é socióloga e completou o doutoramento em Sociologia em 2011 no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). É licenciada em Sociologia (1990) pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). É mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (2000), pelo ISCTE, e em Estudos Curatoriais (2006), pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL).
Actualmente, é investigadora de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) (http://www.ics.ul.pt). Desde 1996, participou em diversos projectos de investigação no Observatório das Actividades Culturais (OAC) (http://www.oac.pt) entidade fundada em 1996 por: Ministério da Cultura, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Instituto Nacional de Estatística (INE). Interesses de investigação: profissões e ocupações culturais e artísticas; políticas culturais; processos de mediação da arte e da ciência: práticas, actores e trajectórias.