PAP1075 - CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO: Desafios e possibilidades de uma comunidade rural
Este estudo apresenta o resultado de uma pesquisa realizada com lideranças de comunidades rurais em um município do semiárido brasileiro localizado no estado da Paraíba. O objetivo desta pesquisa foi verificar qual era a percepção das lideranças sobre o meio rural local, de modo a identificar os seus principais pontos positivos e negativos. Além disso, buscou-se conhecer algumas estratégias para a melhor convivência com o semiárido. Utilizou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental para coletar os dados secundários, para coletar dados primários utilizou-se a discussão em grupo focal com 16 lideranças, separados em 04 subgrupos. Estes participantes discutiram entre si como estava o cenário da zona rural em que viviam, elencando os principais pontos positivos e negativos, em um segundo momento solicitou-se que cada grupo pensasse estratégias de convivência com o semiárido, ao final de cada etapa os resultados eram apresentados para todos os grupos e debatido. Por fim, estes dados foram reunidos e a análise dos dados foi feita utilizando a análise de conteúdo pôr eixo temático, onde, através do agrupamento das falas dos respondentes traçou-se uma interpretação da realidade da comunidade rural com relação aos objetivos propostos. Como resultados destacam-se o grande interesse das lideranças em melhorar a qualidade de vida da região em que habitam, otimizando o uso dos recursos naturais e evitando a degradação ambiental. Notou-se também uma grande preocupação com a juventude rural, onde foram sugeridos mais investimentos em políticas públicas direcionadas a educação, ao lazer e a qualificação profissional. Outro aspecto bem representativo encontrado na analise dos dados foi à necessidade de organização comunitária para a conquista de melhorias para as comunidades rurais. Desta forma, existe um interesse das lideranças em atuar proativamente junto as suas comunidades, entretanto, para vencer os desafios levantados é necessário criar estratégias para melhor aproveitar os pontos positivos e corrigir os pontos negativos. Dentre os relatos coletados foi possível notar um certo desconforto com a realidade atual em que estão vivendo, pois, a manutenção das famílias na zona rural tem sido um desafio as vezes intransponível, obrigando várias famílias a abandonar o meio rural, no entanto existem boas perspectivas para o futuro e a convivência com o semiárido é algo viável e capaz de garantir a permanência das famílias no meio rural de forma digna.
- SÁ, Vinícius Claudino de
- SOUZA, Bartolomeu Israel de
PAP0011 - Da metáfora da rede aos parceiros em rede: Uma leitura sobre o que mudou no combate à pobreza e à exclusão social na sequência da implementação do programa Rede Social em Portugal.
Constitui propósito desta comunicação partilhar
um conjunto de reflexões em torno de alguns
resultados obtidos no combate à pobreza e à
exclusão social, na sequência da implementação
do programa Rede Social em Portugal.
Como o título sugere, partir-se-á de uma breve
explanação do conceito de rede, nas suas
diferentes acepções, espelhadas em
variadíssimas propostas conceptuais de índole
sociológica, para, posteriormente, o discutir
por relação aos seus significados e traduções
empíricas no domínio do trabalho em rede entre
parceiros, em torno de projectos locais de
combate à pobreza e à exclusão social.
Com recurso a um conjunto de dados empíricos
decorrentes de uma investigação recentemente
concluída e convertida em tese de doutoramento
, procuraremos ilustrar alguns resultados e
mudanças operadas em determinados territórios,
destacando em particular as dinâmicas e os
impactos gerados a partir de projectos locais
promotores de emprego e de empreendedorismo.
A ênfase da nossa análise será dirigida a
alguns projectos locais que, potenciando o
trabalho em rede e envolvendo, por exemplo,
actores ligados ao universo das empresas,
tendem a constituir soluções complementares e
de suporte às políticas globais definidas a
nível nacional e internacional para o combate à
pobreza e à exclusão social. Muitos desses
projectos traduzem-se em estratégias
territorializadas para o desenvolvimento local
particularmente bem sucedidas, sobretudo nos
casos em que o carácter pró-activo, inovador e
eficiente na gestão dos recursos locais e na
assunção partilhada das responsabilidades entre
actores, produzem benefícios não desprezíveis à
escala local, em particular nos territórios de
baixa densidade demográfica e economicamente
vulneráveis.
- ALVES, João Emílio

- João Emílio Alves
- Doutor em Sociologia pelo ISCTE-IUL;
- Investigador integrado e Coordenador do Núcleo de Estudos para a Intervenção Social, Educação e Saúde do Centro Interdisciplinar de Investigação e Inovação do Instituto Politécnico de Portalegre (NEISES/C3I-IPP);
- Investigador colaborador do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia- Instituto Universitário de Lisboa (CIES-IUL);
- Áreas de interesse e investigação: Políticas sociais, Pobreza e Exclusão Social, Desenvolvimento local, Planeamento regional e em educação, Avaliação de projectos.
PAP0508 - Grupo de Trabalho Estudos ciganos em Portugal - Relações Interétnicas, Dinâmicas Sociais e Estratégias Identitárias de uma Família Cigana Portuguesa – 1827 – 1957
Grupo de Trabalho Estudos ciganos em Portugal.
Relações Interétnicas, Dinâmicas Sociais e
Estratégias Identitárias de uma Família Cigana
Portuguesa são estudadas desde 1827 – ano do
nascimento de Manuel António Botas – até 1957,
ano do falecimento de António Maia, neto
deste, e filho de Maria da Conceição de Sousa
e Botas. As histórias de vida destes três
indivíduos pertencentes a uma família cigana
lisboeta são investi¬gadas a partir dos
relatos orais de membros desta família; do
jazigo de família; dos registos paroquiais de
batismo, casamento e óbito; dos jornais
relativos aos períodos que medeiam aquelas
datas; dos arquivos militares e da Liga dos
Combatentes da Grande Guerra. Estas fontes
foram instru¬mentalizadas de maneira a
possibilitar e a inter-rela¬cio¬nar categorias
de informa¬ção que permitiram, através da sua
triangulação, a consoli¬da¬ção, descoberta e a
criação de novos conhecimentos.
Nascido dois anos depois do primeiro quartel
do século XIX, Manuel António Botas foi
bandarilheiro, diretor de corridas,
guitarrista, amigo da Severa e do Conde de
Anadia, entre outros. A sua participação
pessoal e, sobretudo, profissional na
sociedade oitocentista portuguesa influenciou
a geração do seu tempo e as vindouras. A sua
filha, Maria da Conceição de Sousa e Botas,
casou pela igreja católica e de acordo com a
Lei cigana, com um cigano, José Paulos Botas,
com quem conceberia oitos filhos. Tia Chata,
nome pelo qual viria a ser conhecida na idade
adulta, transformou-se numa mulher de
respeito. Um dos seus filhos, António Maia,
casou com uma jovem cigana que não seria,
segundo os testemunhos, o amor da sua vida.
Foi combatente na Primeira Grande Guerra,
vindo a falecer, vítima de gases nela
inalados. A sua atividade
política/social/económica/profissional e,
sobretudo, a mediação cultural fize¬ram dele
um tradutor-intérprete intra/intercultural.
As dinâmicas sociais, culturais e étnicas
desenvolvidas por estes três indivíduos, e a
sua família, foram objeto de investigação de
forma a compreender a pluralidade das suas
pertenças étnicas através dos contrastes e
continuidades, nas suas dimensões sociais e
culturais, com a restante sociedade portuguesa.
- SOUSA, Carlos Jorge dos Santos

Nome: Sousa, Carlos Jorge dos Santos
Afiliação institucional: CEMRI – Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais – Universidade de Lisboa
Área de formação: Doutoramento em Sociologia (Especialidade em Relações Interculturais)
Interesses de investigação: Cultura, Etnicidade, Trajetórias, Narrativas e Identidades
Outros interesses:
· A50 - Sociologia
· A91 - Ciência Política
· B12 - Políticas Educativas
· C03 - Conceção e Organização de Projetos Educativos
· D02 - Educação e Multiculturalidade
· D05 - Relações Entre Educação e Sociedade
(Formador creditado pelo Conselho Cientifico e Pedagógico da Formação Continua (CCPFC/RFO-14653/02)
PAP0022 - OS PROCESSOS DE (IN) VISIBILIDADE SOCIAL DAS ESTRATÉGIAS DE (RE) ESTRUTURAÇÃO URBANA
Assumindo que as
cidades são locais
estratégicos de
desenvolvimento
económico e social,
mas também de
conflito,
contestação e
diversidade, num
mundo que se quer
global, porque
insistem as
políticas públicas
de intervenção
urbanística em
ordenar, higienizar
e pacificar o espaço
urbano de forma
uniforme? Este é o
ponto de partida
para uma análise da
relação entre
estratégias de (re)
estruturação urbana,
a produção e uso do
espaço recorrendo à
análise de
referências
bibliográficas
acerca do tema. Esta
é também a questão
de base do projecto
de doutoramento da
autora deste artigo.
O foco de análise
desta questão é a
intervenção
urbanística de
carácter enobrecedor
do centro histórico
do Porto,
intervenção que se
afigura como
caracterizados pela
imposição de usos do
espaço orientados
por lógicas
hegemónicas de
consumo do
património e da
cultura e de
higienização da vida
social. Esta
imposição, via
políticas e práticas
de valorização do
património,
promoveria uma
demarcação
socio-espacial
segregacionista da
cidade. Do mesmo
modo, a prática de
resignificação dos
usos e formas de
apropriação do
espaço delinearia
processos de (in)
visibilidade social.
O mesmo quer dizer
que, as políticas de
intervenção urbana,
ao imporem usos e
significados
dominantes aos
diferentes lugares
da cidade, definem
quem são os
usuários, visitantes
e habitantes e os
que não o são.
Definem ainda que
práticas são
esperadas e por
quem. A cidade
planeada e ordenada
seria então a cidade
dos visíveis. Os
outros, os não
reconhecidos, não
produziriam o espaço
urbano.
Contudo, estas
imposições não terão
como efeito o
desaparecimento das
desigualdades e a
aniquilação dos
conflitos. Coloca-se
a hipótese de, pelo
contrário,
implicarem no
surgimento de locus
de disput
- GUEDES, Inês Correia

Formada em Psicologia pela FPCEUP, pré-especializou-se em Comportamentos Desviantes. Atualmente encontra-se a frequentar o Doutoramento em Sociologia no CES-UC . Interessa-se pelos seguintes temas: modos de vida urbanos, marginalidade, informalidade, (in)visibilidade social. Participou no Projecto AGIS em parceria com o GAT e o Centro de Ciências do Comportamento Desviante da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Atualmente trabalha com população em situação de exclusão social, nomeadamente, toxicodependentes, portadores de VIH-Sida e sem-abrigo. Iniciará durante este ano um Traineeship no EMCDDA, no departamento de IBS. Participou com comunicações nos seguintes congressos: XVII Seminário APEC, Congresso Internacional “Feminismo e Migração: Intervenção Social e Ação Política”.
PAP0690 - Reflexões estratégicas de desenvolvimento local no contexto da preservação da identidade de Penedos (Mértola).
1. Enquadramento teórico
A proposta em presença tem como objecto de
estudo as questões da identidade e da memória
de uma aldeia alentejana, enquanto território
de partilha de uma comunidade rural, tendo em
conta a participação estratégica dos actores
locais. Estudaremos a partir daí, a sua
relação com a terra, o quotidiano, a mudança,
a organização social, a ruralidade, os
factores portadores de futuro e novas
propostas de desenvolvimento local, para
territórios de baixa densidade.
Em função do exposto, pretendemos encontrar
formas contributivas para preservar a
identidade da aldeia e concomitantemente
encontrar conjuntamente com os actores locais
territorializados, alternativas de
desenvolvimento local, capazes de contrariar a
tendência de despovoamento e empobrecimento
territorial.
2. Metodologia
Com este trabalho de investigação, que se
insere no âmbito da Sociologia da Acção, será
utilizada metodologicamente o MACTOR e a sua
aplicabilidade na determinação da estratégia
de actores e respectivas relações de forças
com o território e o que a ele diz respeito e
ainda a observação participante/método de
pesquisa de terreno e consequentemente o
inquérito por entrevista.
3. Enquadramento empírico
Pretendendo-se aprofundar e conhecer os
problemas da interioridade e abandono
populacional, designadamente na aldeia de
Penedos que se situa na margem direita do rio
Guadiana, freguesia de S. Miguel do Pinheiro e
concelho de Mértola, no Baixo Alentejo,
integrando-se num dos territórios mais
despovoados e envelhecidos do País, com todas
as características que lhe são inerentes:
êxodo rural, despovoamento, baixa natalidade,
duplo envelhecimento, redução ou ausência de
ofertas de serviços, entre outras.
Neste trabalho procura-se uma participação
efectiva dos actores locais, cujo objectivo é
a elaboração de reflexões e propostas
alternativas de desenvolvimento local que
permitam às pessoas continuar no território,
através da sua identidade e memória. Prevendo-
se a realização de um filme e criar um museu,
para além da valorização de tradições, de
artes, de produtos locais e de outros
elementos do saber-fazer a serem trabalhados
junto dos actores locais que protagonizarão o
processo de investigação-acção, com vista a
atrair pessoas, criar riqueza e bem-estar e
assim assegurar a sustentabilidade da aldeia
de Penedos.
- PEREIRA, Orlando Manuel Fonseca

- MARQUES, António Pedro Sousa

Orlando Manuel Fonseca Pereira, tema da comunicação. REFLEXÕES
ESTRATÉGICAS DE DESENVOLVIMENTO LOCAL NO CONTEXTO DA PRESERVAÇÃO DA
IDENTIDADE DE Penedos(MÉRTOLA)"
É secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo
.Colaborador/ docente no Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes de
Portimão/Grupo Lusófona.
Licenciado e Mestre em Sociologia (variante Recursos Humanos e
Desenvolvimento Sustentável), Pós-Graduado em Administração Pública e
Desenvolvimento Regional na Perspetiva das Comunidades
Europeias,Doutorando em Sociologia 2010/2013, pela Universidade Évora.
Temas de interesse - Planeamento,Desenvolvimento local, mundo rural
-sALVAR AS ALDEIAS E O INTERIOR. Autor de algumas obras e artigos
individual e coletivamente.
Alguns exemplos, designadamente: O Papel da Formação Autárquica no
Desenvolvimento Local: o caso particular do Pólo do CEFA em Beja,
Coimbra: 2001, (tese de mestrado), Reivindicações por um Alqueva
Humano - 1º Congresso de Demografia, participações conjuntas - "Além
da Água" e "Alqueva o centro do Mundo?", Contributos para um Modelo
de Desenvolvimento alternativo para territórios de baixa densidade,
entre outros. Obra de Poesia: Pedaços de Poesia Escorrendo
Amor.Exposição: Pedaços de Poesia Debaixo dos Pés.Participou em
estudos e grupos de trabalho - formação,planos integrados e programas
teritoriais de desenvolvimento, cartas educativas, redes culturais,
cooperação trasnacional e transfronteiriça, Quadros comunitários de
Apoio, QREN, Beja digital...
Nome:António Pedro Sousa Marques
Habilitações:Licenciatura em Sociologia (ISCTE-IUL); Mestrado em Sociologia do Território (ISCTE-IUL) ;Doutoramento em Sociologia (Universidade de Évora)
Profissão / Ocupação:Professor Universitário
Instituição /Empresa:Universidade de Évora, Escola de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia
Cargo desempenhado:Professor Auxiliar Convidado
Outras informações relevantes:
Investigador Associado do CesNova/Universidade Nova de Lisboa
Interesses de investigação nas áreas do desenvolvimento local, estratégias de atores, territórios metropolitanos, territórios de baixa densidade e territórios transfronteiriços
Artigos publicados:
“Da construção do Espaço à Construção do Território”, Fluxos & Riscos, nº 1, Lisboa, Universi-dade Lusófona, 2011, pp.75-88
“Urbanismo e Planeamento Urbano”, Inuaf-Studia, Suplemento nº 16 – Gestão e Me-diação Imobiliária, Loulé, Instituto Universitário D. Afonso III, 2009, edição em CD-Rom
“Mudança Social, Modernidade e Globalização”, Inuaf-Studia, nº 5, Loulé, Instituto Universitário D. Afonso III, 2003, pp. 265-284
PAP0023 - visibilidade e invisibilidade social em contextos de reabilitação urbana
A cidade carrega
consigo agentes com
diferentes estatutos
de reconhecimento
simbólico e social.
Existe uma cidade
visível e uma
invisível que se
sobrepõem,
coexistindo em
conflito.
Pretende-se com este
trabalho ir à
procura dessa cidade
que não se
(re)conhece,
articulando
concepções e usos do
espaço urbano para
revelar as forças de
produção e
reprodução sociais
que marcam tanto a
segregação
socioespacial quanto
a ocultação de
grupos e práticas
sociais que não se
coadunam com os
imperativos da
sociedade consumista
globalizada e com a
lógica de controlo e
higienização do
espaço urbano e
social.
Para tal
realizar-se-á um
estudo de caso em
duas realidades
urbanas, centrado
numa estratégia
metodológica
qualitativo-intensiva,
sob a égide da
pesquisa etnográfica
como método
principal. Os
contextos de
observação serão, em
Portugal, a cidade
do Porto e, no
Brasil, Belo
Horizonte. Ambos
serão analisados a
partir das zonas
alvo de reabilitação
urbana, com atenção
a dois segmentos
sociais
particulares:
sem-abrigo e
trabalhadores
ambulantes.
- GUEDES, Inês Correia

Formada em Psicologia pela FPCEUP, pré-especializou-se em Comportamentos Desviantes. Atualmente encontra-se a frequentar o Doutoramento em Sociologia no CES-UC . Interessa-se pelos seguintes temas: modos de vida urbanos, marginalidade, informalidade, (in)visibilidade social. Participou no Projecto AGIS em parceria com o GAT e o Centro de Ciências do Comportamento Desviante da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Atualmente trabalha com população em situação de exclusão social, nomeadamente, toxicodependentes, portadores de VIH-Sida e sem-abrigo. Iniciará durante este ano um Traineeship no EMCDDA, no departamento de IBS. Participou com comunicações nos seguintes congressos: XVII Seminário APEC, Congresso Internacional “Feminismo e Migração: Intervenção Social e Ação Política”.