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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST3 Pobreza, Exclusão Social e Políticas Sociais[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 4 - A territorialização da Pobreza[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1386 - As condições de vida das crianças de Barcelos
    Resumo de PAP1386 - As condições de vida das crianças de Barcelos 
    •  MACHADO, José Cunha CV - Não disponível 
    • PEREIRA, Sara CV de PEREIRA, Sara
    • PAP1386 - As condições de vida das crianças de Barcelos

      A pobreza é um fenómeno tão antigo como a própria sociedade, sendo inumeráveis os documentos que se referem a situações de pobreza ao longo da história do Homem. Atualmente, apesar do notável crescimento económico das últimas décadas que tem contribuído para a melhoria das condições de vida, a pobreza persiste, tornando-se nestes últimos anos num verdadeiro flagelo. A pobreza é um flagelo que afeta todas as sociedades e a necessidade de combate à mesma é em si um dever. É um fenómeno multidimensional e a procura de políticas públicas para a resolver depende de um entendimento quanto à sua natureza e causas. Por seu lado, a pobreza infantil é uma face do fenómeno pobreza e deve ser entendida dentro do seu contexto e como um todo, considerando as suas condicionantes, nomeadamente os recursos existentes e a sua distribuição nas famílias. A pobreza infantil significa que uma criança cresce numa família com baixos rendimentos e baixo exercício de direitos, que está mais exposta a vários riscos e a não conseguir atingir o seu máximo potencial, que o seu acesso à educação pode sofrer impactos: a sua motivação e participação são afetadas e torna-se mais difícil a aquisição de formação e informação que, no futuro, a poderá fazer sair do ciclo de pobreza onde é criada. A abordagem da pobreza infantil para Bastos et al. (2008, citado por Sarmento & Veiga, 2010) deve ser encarada como um estado de privação em cinco áreas: agregado familiar, educação, saúde, habitação e inserção social. Consideram os autores que a pobreza infantil advém essencialmente da privação, considerada como um deficit de bem-estar numa destas áreas essenciais para a criança. Salientam assim que a pobreza infantil abrange uma multidimensionalidade de aspetos materiais e não materiais. O estudo que desenvolvemos pretende ser uma réplica do estudo “Um olhar sobre a pobreza infantil” (Bastos, Fernandes, Passos & Malho, 2008), aplicado a um conjunto de aproximadamente 5000 crianças residentes em concelhos da área da Grande Lisboa, apresentando como principal resultado a criação de um índice de privação. O nosso estudo traçou como objetivos avaliar as condições de vidas das crianças que frequentam os 3º e 4º anos, do 1º Ciclo do Ensino Básico, nas escolas oficiais do concelho de Barcelos, identificar os respetivos indicadores de privação e aprofundar a aferição do nível de pobreza/privação infantil destas mesmas crianças. A população de 2072 crianças, matriculadas no ano letivo 2010/2011, repartidas pelos diferentes agrupamentos de escolas foi amostrada por um processo de estratificação proporcional permitindo obter uma amostra de 634 crianças. A análise das condições de vida das crianças do concelho de Barcelos permitiu identificar um conjunto de indicadores que afetam o seu bem-estar e, consequentemente, comprometem as suas oportunidades de desenvolvimento e crescimento.
  • Sara Pereira, professora auxiliar no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da mesma universidade. É atualmente diretora do mestrado de Comunicação, Cidadania e Educação e coordenadora de dois projetos de investigação: um financiado pela FCT, sobre as políticas e as práticas de uso do computador Magalhães; o outro, financiado pelo QREN, visa a criação de uma plataforma digital para as crianças. Os interesses de investigação centram-se na educação ou literacia para os media, na relação das crianças e jovens com os meios de comunicação e nos estudos de recepção.
  • PAP1153 - Liberdade, justiça e desenvolvimento: Concepções da vivência da situação de sem-abrigo
    Resumo de PAP1153 - Liberdade, justiça e desenvolvimento: Concepções da vivência da situação de sem-abrigo 
    •  FERREIRA, Sónia Mairos CV - Não disponível 
    •  GUERREIRO, Daniela CV - Não disponível 
    • PAP1153 - Liberdade, justiça e desenvolvimento: Concepções da vivência da situação de sem-abrigo

      No âmbito de um projeto de investigação intitulado perspectivas desenvolvimentais sobre os factores contextuais e individuais associados à exclusão social: A realidade psicossocial dos sem-abrigo, a comunicação que se apresenta respeita à análise comparativa das narrativas que profissionais e indivíduos que experiencia(ra)m a situação de sem-abrigo tecem sobre a(s) sua(s) vivência(s). Reflete-se, em concreto, sobre as singularidades e convergências das leituras críticas destes atores sobre liberdade, justiça e desenvolvimento. Para este efeito, têm-se em consideração as descobertas efectuadas, pela primeira autora, no contexto de observação participante da intervenção desenvolvida por seis Equipas que realizam Giros de rua noturnos (iniciado em 2006, n> 300 giros) e a análise de 95 entrevistas realizadas no Concelho de Coimbra. A análise do discurso dos atores e das notas de campo evidenciou a existência de padrões distintos de conceptualização destes construtos, entre os profissionais e aqueles que experiencia(ra)m a situação de sem-abrigo. Neste contexto, para além de se proceder à análise comparada destes padrões, apresentam-se os principais elementos que os fundamentam, segundo os próprios. Por fim, afloram-se as similitudes entre as concepções referidas e a perspectiva de Amartya Sen. Caracterizando o desenvolvimento humano como um processo de expansão das liberdades dos indivíduos, Sen adverte para a imprescindibilidade das sociedades assegurarem, a todos os seus cidadãos, efetivas oportunidades de participação nas decisões, respeitantes a si e à sociedade. Para que este desígnio se torne realidade é necessária a efetivação de um conjunto de condições, as quais incluem a assegurar a prosperidade (well-being achievement) e a efetivação de escolhas em relação àquilo que (não) pretendem (freedom to achieve). Pelo contrário, se os indivíduos se confrontam com limitações nas oportunidades, porque o seu bem-estar não se encontra assegurado (e.g., devido a ameaças à sua dignidade, ou em resultado de constrangimentos no desenvolvimento de capacidades críticas que lhe permitam a obtenção de níveis aceitáveis de vida em sociedade) confrontamo-nos com constrangimentos severos no que concerne a prossecução da liberdade, da justiça e do desenvolvimento.
  • PAP0904 - Que “periferia” é essa? Notas a partir de uma etnografia de realizadores e exibidores de “vídeos populares” ligados à regiões precárias em São Paulo/Brasil.
    Resumo de PAP0904 - Que “periferia” é essa? Notas a partir de uma etnografia de realizadores e exibidores de “vídeos populares” ligados à regiões precárias em São Paulo/Brasil. PAP0904 - Que “periferia” é essa? Notas a partir de uma etnografia de realizadores e exibidores de “vídeos populares” ligados à regiões precárias em São Paulo/Brasil.
    •  ADERALDO, Guilhermo CV - Não disponível 
    • PAP0904 - Que “periferia” é essa? Notas a partir de uma etnografia de realizadores e exibidores de “vídeos populares” ligados à regiões precárias em São Paulo/Brasil.

      Este paper tem como objetivo a sistematização e a análise de alguns dados de pesquisa etnográfica, realizada ao longo de dois anos e oito meses, entre realizadores e exibidores de materiais audiovisuais ligados a favelas, ocupações, entre outros territórios precários na cidade de São Paulo/Brasil. Grande parte desses agentes forma-se através de oficinas de educação audiovisual ministradas por ONGs, que, em muitos casos, justificam a necessidade do ensino de métodos e técnicas de produção audiovisual em contextos precários, através do argumento da “auto representação”, quando fica subentendido que só os grupos marginalizados podem falar a respeito de si próprios. A questão central da pesquisa surge a partir do momento em que passam a se configurar nas áreas precárias da cidade, coletivos de realizadores independentes e com um discurso acentuadamente contrário à referida ideia da “auto representação”, dada a redução da legitimidade dos discursos e representações das pessoas a uma espécie de autoridade existencial do oprimido, onde tudo o que lhes cabe é o fortalecimento de sua condição de vítima, justificando assim, a necessidade do trabalho profiláticos da rede institucional que os cerca. Argumento que é, sobretudo, no contexto de socialização vivenciado nas ONGs, movimentos sociais urbanos, universidades, centros culturais, saraus e eventos organizados nos diversos bairros de baixa renda, que muitos passam a compreender e criticar determinados métodos relacionados à administração de recursos e discursos direcionados às populações ligadas às chamadas “periferias urbanas”. Resulta dessa “disputa”, diferentes modos de conceber a categoria “periferia”, uma vez que, enquanto no contexto institucional que envolve ONGs, empresas patrocinadoras e poder público, a “periferia” é entendida como sinônimo dos espaços marcados pela pobreza e vitimização, na visão de certos agentes ligados a coletivos de realização audiovisual independentes, a mesma categoria (“periferia”) parece ilustrar uma relação, construída e administrada por um modelo político altamente segregacionista, que ao mesmo tempo em que visibiliza os problemas das áreas mais precárias da cidade, oculta suas relações com os centros de poder.
  • PAP0780 - Pobreza e exclusão social: os desafios para a inclusão da juventude frente às mudanças sociais no Brasil
    Resumo de PAP0780 - Pobreza e exclusão social: os desafios para a inclusão da juventude frente às mudanças sociais no Brasil 
    •  MOURA, Jeanne Mariel Brito de CV - Não disponível 
    •  GOMES, Ramonildes Alves CV - Não disponível 
    •  MACIEL, Cleiton Ferreira CV - Não disponível 
    • PAP0780 - Pobreza e exclusão social: os desafios para a inclusão da juventude frente às mudanças sociais no Brasil

      O presente artigo tem por objetivo discutir a pobreza e a exclusão social a que estão submetidos os jovens da área rural da cidade de Jaboatão situada no estado de Pernambuco – Brasil. O município de Jaboatão dos Guararapes situa-se como detentor do segundo maior PIB e a segunda maior população do estado de Pernambuco. O Brasil e o mundo vêm passando por profundas transformações de ordem política, econômica, social e cultural. A fluidez das relações inerentes à sociedade moderna leva a juventude a experimentar uma sensação de desamparo, precariedade e incerteza. A juventude é uma parcela expressiva da sociedade brasileira que necessita de políticas públicas específicas na área da educação, geração de renda, lazer. A importância de se analisar as novas necessidades desse segmento da população tem sido entendida como prioridade pelo Governo Federal, porém uma imensa maioria ainda não é contemplada por essas ações. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a informação de que 29,5% dos jovens pobres do país estão na área rural. Esses dados demonstram que os jovens rurais vivem um cotidiano de precariedade e incertezas atrelado à pobreza persistente. Assim a pesquisa constatou que toda a riqueza que o município possui não alcança a todos e os jovens são os mais afetados com a falta de uma distribuição igualitária de renda e de benefícios sociais. O trabalho demonstra que a tensão social existente entre as necessidades dessa parcela da juventude que reside na área rural desta localidade e a ineficiência de políticas públicas disponibilizadas para atender as suas demandas geram conflitos de ordens diversas entre os jovens rurais e os jovens urbanos. A pesquisa Mostra ainda que a pobreza é um fenômeno que se reproduz não apenas pela carência de dinheiro, mas através de fatores simbólicos que a faz se disseminar entre os pobres e em especial entre os jovens pesquisados. Ser pobre, antes de tudo, é um aprendizado. Para romper com o ciclo da reprodução da pobreza muitos jovens procuram se inserir na sociedade através de formas de inclusões precárias. Essas inclusões, na maioria das vezes, são frágeis e sub-humanas, resultando com a manutenção da pobreza. Romper com esse ciclo requer um novo modelo de desenvolvimento que envolva aspectos sociais, econômicos e culturais, e que permitam ao indivíduo liberdade de escolha e de decisão sobre o seu futuro.
  • PAP0745 - POBREZA Y EXCLUSIÓN SOCIAL EN LEÓN Y SU PROVINCIA: DESAFIOS PARA EL TRABAJO SOCIAL
    Resumo de PAP0745 - POBREZA Y EXCLUSIÓN SOCIAL EN LEÓN Y SU PROVINCIA: DESAFIOS PARA EL TRABAJO SOCIAL PAP0745 - POBREZA Y EXCLUSIÓN SOCIAL EN LEÓN Y SU PROVINCIA: DESAFIOS PARA EL TRABAJO SOCIAL
    • GARCÍA, Rogelio Gómez CV de GARCÍA, Rogelio Gómez
    • PAP0745 - POBREZA Y EXCLUSIÓN SOCIAL EN LEÓN Y SU PROVINCIA: DESAFIOS PARA EL TRABAJO SOCIAL

      En esta comunicación se presentan los resultados de una investigación realizada por la Escuela Universitaria de Trabajo Social “Ntra. Sra. del Camino” de León durante el año 2010 patrocinada por Cáritas Diocesana de León y Astorga. Su objetivo es dar a conocer los factores de exclusión social, así como los colectivos o personas que son más vulnerables en los diversos ámbitos en que la exclusión social se manifiesta, teniendo en cuenta las variaciones en los distintos territorios sociales (provincia de León, diócesis de León y diócesis de Astorga, comarcas leonesas) La técnica principal ha sido la encuesta dirigida a personas de 18 y más años que residen en viviendas familiares, quedando fuera del ámbito de estudio dos grupos de personas ampliamente afectados por la exclusión más extrema: las personas sin hogar y las que viven en instituciones o en hogares colectivos. El universo estadístico han sido los 179.523 hogares existentes en la provincia de León según el Censo de Población y Viviendas 2001. Se han realizado un total de 1114 entrevistas en todo el territorio de León. Los diversos factores de exclusión que se han trabajado muestran que: 1. Las mujeres de la provincia de León sufren mayor riesgo de pobreza y exclusión social que los hombres 2. A pesar del avance social que en términos de protección ha significado el desarrollo de los sistemas de pensiones, las personas de 65 y más años de la provincia de León todavía presentan riesgos de exclusión asociados a la insuficiencia de recursos económicos que se hacen claramente visibles en las mayores tasas de pobreza relativa en relación con el resto de la población 3 La población residente en la diócesis de Astorga acumula más desventajas y riesgos en factores claves que la población que reside en la diócesis de León. 4. Por comarcas, la provincia tampoco es homogénea. Por un lado, las comarcas de La Cabrera, Esla Campos y Sahagún presentan los niveles más elevados de personas que viven solas, de personas cuyos ingresos proceden únicamente de prestaciones y de población sin estudios. 5. Según el tamaño de hábitat, se constata que en líneas generales el hábitat rural es el que presenta mayor proporción de hogares bajo el umbral de pobreza relativa, de población sin estudios, de población que vive en hogares unipersonales y con ingresos procedentes únicamente de prestaciones.
  • Rogelio Gómez García (Laguna de Negrillos, 1965), es Doctor en Sociología por la
    Universidad Pontificia de Salamanca y Diplomado en Trabajo Social por la Universidad
    de León. Ejerce como profesor en la Facultad de Educación y Trabajo Social de
    Valladolid, desarrollando una importante labor de investigación en el campo del Trabajo
    Social y de los Servicios Sociales. Premio Nacional de Investigación “Ana Díez
    Perdiguero” 2007-2008.
  • PAP0477 - A Pobreza e a Exclusão Social no Brasil e em Portugal: um estudo comparativo
    Resumo de PAP0477 - A Pobreza e a Exclusão Social no Brasil e em Portugal: um estudo comparativo PAP0477 - A Pobreza e a Exclusão Social no Brasil e em Portugal: um estudo comparativo
    •  PAULA, Sandra Leila de CV - Não disponível 
    • PAP0477 - A Pobreza e a Exclusão Social no Brasil e em Portugal: um estudo comparativo

      Nosso trabalho é resultado de pós doutoramento realizado na Universidade do Porto, que propôe- se a um estudo comparativo a fim de pensar as relações centro / periferia em dois países ( Brasil e Portugal), nas cidades de Ribeirão Preto (Brasil) e Porto ( Portugal ), em espaços sociais periféricos e violentos das duas cidades, o bairro periférico do Ipiranga ( Ribeirão Preto/Brasil ) e o bairro social do Lagarteiro (Porto/Portugal ), no intuito de analisar e compreender a organização desses espaços sociais, em suas características e imbricações, identidades e diversidades, especificidades e generalidades, abarcando a organização desses espaços econômicos, sociais e culturais internos, bem como em sua dinâmica interna / ampliada; entre centro e periferia do capitalismo mundial. No decorrer do trabalho, nos deparamos com as dinâmicas e formas de sociabilidade desses espaços, o que nos chamou a atenção para as relações de gênero alí estabelecidas. Enquanto espaços de segregação social, encontramos uma rearticulação entre formas de sociabilidade tradicional, capitalista e das/nas ruas, bem como a reorganização familiar predominantemente baseada na monoparentalidade materna. . Assim, ao pensarmos num espaço social periférico no Brasil, trabalhamos com a cidade de Ribeirão Preto, um espaço privilegiado dentro do Brasil, que possui uma dinâmica muito desenvolvida e tecnologicamente avançada em todos os setores da produção, distribuição e terceirização, porém isso não a livra dos espaços de pobreza e exclusão, como o bairro do Ipiranga. A fim de compararmos os espaços em estudo, em Portugal, trabalhamos com a cidade do Porto, cidade mais importante da industrializada zona do litoral norte de Portugal, no bairro social Lagarteiro, uma região do Complexo do Cerco, caracterizada como área de segregação/exclusão social. Os sujeitos, nesses espaços, denunciam, por meio de sua sociabilidade, pela força, pela violência e criminalidade, uma sociedade que os exclui e os segrega para longe dos grandes centros integrados. Encontramos então sujeitos, espaços e sociedades calcadas na contradição entre classes, entre trabalho e não trabalho, entre gêneros, etnias, gerações, espaços socias de inclusão e exclusão e toda a multiplicidade de contradições que caracterizam as nossas sociedades Dessa forma, nos propomos a tratar, nesse trabalho, de pensar nas diversas e rearticuladas formas de vivência familiar, em espaços sociais segregados/de exclusão, numa perspectica comparativa entre Brasil e Portugal, entre centro e periferia do capitalismo atual, considerando as diversas e significativas modificações, nesses espaços, no que concerne às suas vivências nessas famílias e espaços sociais.