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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Populações, Gerações e Ciclos de Vida[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 4 - Infância e Juventude[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1374 - A Infância na sociedade portuguesa: entre crise e reconfigurações.
    Resumo de PAP1374 - A Infância na sociedade portuguesa: entre crise e reconfigurações. 
    •  NATÁLIA, Fernandes CV - Não disponível 
    • TOMÁS, Catarina CV de TOMÁS, Catarina
    •  SARMENTO, Manuel CV - Não disponível 
    • PAP1374 - A Infância na sociedade portuguesa: entre crise e reconfigurações.

      A situação social da infância assume-se como um indicador muito pertinente na análise do estado de desenvolvimento humano de um país ou de uma região. Considerando as crianças no presente, e não apenas como uma projeção de futuro, elas representam a expressão viva dos modos como a sociedade está estruturada, como se definem as clivagens e as fraturas sociais, como se constroem a estratificação e as desigualdades, como operam as representações, os processos de reflexividade, a construção das referências, dos valores e das aspirações. Portugal é um país onde estes indicadores exprimem de uma forma poderosa a situação de transição e de confluência em que se encontra. Por um lado, os avanços no que diz respeito, por exemplo, a uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do mundo, às melhorias nas políticas de proteção das crianças em situação de risco ou ainda o decréscimo acentuado da exploração da mão-de-obra infantil, foram, ao longo das últimas décadas algumas conquistas muito significativas para a melhoria do bem-estar e a realização dos direitos das crianças. Por outro lado, persistem ainda indicadores preocupantes relacionados com índices de maus-tratos intrafamiliares significativamente elevados quando comparados com a realidade dos restantes países da OCDE, uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo, a polarização social crescente da sociedade portuguesa, entre outros, que nos alertam para o facto de haver, ainda, um caminho longo a percorrer. Esta comunicação pretende, num contexto de aprofundamento da crise europeia, refletir sobre as implicações da crise na situação da infância e das crianças portuguesas. Num primeiro momento trataremos da demografia e das tendências que aí se encontram, confluentes na acelerada diminuição do número de crianças em Portugal. Detemo-nos, depois, nas transformações das estruturas familiares e nas práticas de educação familiares das crianças. Seguidamente analisaremos a evolução da legislação portuguesa caracterizando-a nos planos da educação, saúde e justiça e as suas implicações nas políticas de proteção das crianças ‘das margens’.
  • Catarina Tomás
    Docente do Instituto Politécnico de Lisboa (Escola Superior de Educação de Lisboa)
    Investigadora do Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho,
    Área de formação: Sociologia
    Interesses de investigação: Direitos da Criança; Infância e Participação; Metodologias participativas com crianças.
  • PAP1208 - “Eu não vivi minha juventude”: narrativas de jovens sobre “ser jovem” e “ser adulto” na sociedade contemporânea
    Resumo de PAP1208 - “Eu não vivi minha juventude”: narrativas de jovens sobre “ser jovem” e “ser adulto” na sociedade contemporânea 
    •  NASCIMENTO, Natália Ilka Morais CV - Não disponível 
    • PAP1208 - “Eu não vivi minha juventude”: narrativas de jovens sobre “ser jovem” e “ser adulto” na sociedade contemporânea

      Durante um período de pesquisa de campo etnográfica, entre educadores, jovens participantes e egressos do Programa Projovem Urbano na cidade de Fortaleza, ouvi uma jovem comentar: “eu não vivi minha juventude porque casei muito cedo e o Projovem fez com que eu me sentisse jovem novamente”. Outra jovem relatou em uma atividade do próprio Programa: “não tive mocidade, não passei pela fase da adolescência e minha vida até hoje e totalmente frustrada. Abandonei os estudos cedo, não concretizei meus sonhos”. Esse primeiro registro etnográfico serve-me de introdução ao tema proposto, que abordarei buscando compreender as concepções simbólicas que permeiam as noções de “ser jovem” e “ser adulto” que fazem parte das narrativas de jovens integrantes do Programa Projovem Urbano de Fortaleza entre junho de 2010 e novembro de 2011. Os jovens interlocutores da pesquisa possuem entre 18 e 29 anos e são moradores de bairros periféricos na cidade de Fortaleza. Entre os elementos de suas trajetórias está a decisão de sair da escola antes de concluir o ensino básico, o casamento e a gravidez na adolescência, a inserção em trabalhos com baixa remuneração e sem direitos trabalhistas. Nesse contexto, buscam adquirir independência e autonomia, o que nas palavras de uma dessas jovens significaria “não ter que depender de ninguém”. Em meio a esse mosaico, um novo elemento se insere: a participação em uma política pública ofertada pelo governo brasileiro, o Programa Nacional de Inclusão de Jovens - Projovem Urbano, que tem por objetivo promover a elevação da escolaridade, a qualificação profissional inicial, a inclusão digital e a promoção de ações comunitárias de intervenção local. O público-alvo é composto por jovens que não concluíram o Ensino Fundamental e aos alunos devidamente matriculados e com participação efetiva no Programa, é concedido um auxílio financeiro mensal no valor de R$ 100,00. A participação nesse Programa é vista por muitos jovens como uma oportunidade de “mudar de vida” e concretizar seus planos de futuro. Por meio do trabalho de campo etnográfico, esta pesquisa visa compreender quais são os significados simbólicos atribuídos ao ser jovem e ao ser adulto por esses jovens. Esses significados são diferentes para homens e mulheres? Que elementos e características do ciclo vital são mobilizados em suas narrativas para definir o que é ser jovem e ser adulto no contexto social em que vivem? Dessa forma, buscarei compreender se a ideia de idade e de ciclos da vida perdeu significado para esse grupo social. Outro questionamento a ser proposto é se as condições sócio-econômicas interferem sobre a representação e experiência do ciclo de vida. Ademais, o Programa Projovem Urbano exerce alguma influência para que esses atores se considerem jovens?
  • PAP0569 - Crianças e espaço urbano em Maputo: as práticas e o direito à cidade.
    Resumo de PAP0569 - Crianças e espaço urbano em Maputo: as práticas e o direito à cidade. 
    •  COLONNA, Elena CV - Não disponível 
    • PAP0569 - Crianças e espaço urbano em Maputo: as práticas e o direito à cidade.

      A relação entre as crianças e o espaço urbano tem vindo a constituir uma área problemática de grande actualidade científica, de manifesta relevância social e de importante incidência no domínio das relações sociais e das políticas públicas. A partir dos olhares cruzados da Sociologia Urbana e da Sociologia da Infância, que considera as crianças como actores sociais competentes na construção e na interpretação dos seus mundos de vida, o estudo pretende investigar o conhecimento que as crianças de um bairro periférico da cidade de Maputo têm sobre os diferentes espaços da cidade e as formas de mobilidade e circulação que elas praticam entre os mesmos. O estudo das práticas quotidianas das crianças mostra como as suas identidades e as suas vidas se fazem e refazem através do uso e apropriação dos sítios em que decorre o dia-a-dia. Os instrumentos de investigação privilegiados são observação participante, entrevistas e diários escritos pelas próprias crianças. Palavras-chave: crianças, cidade, Maputo.